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OPERAÇÃO FALLACIA

“Rapunzel Cuiabana” volta a ser presa cinco anos após série de golpes; agora é investigada por falso acordo de divórcio

De acordo com a Polícia Civil, a influenciadora teria convencido um morador de Primavera do Leste de que era advogada e intermediaria um acordo de divórcio; sob esse argumento, orientou a vítima a realizar pagamentos que supostamente seriam destinados à ex-companheira

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Cinco anos após ganhar notoriedade policial por uma sequência de furtos e golpes em Cuiabá, a influenciadora digital Kamila Gonçalves Vieira, conhecida nas redes sociais como “Rapunzel Cuiabana”, voltou a ser presa pela Polícia Civil de Mato Grosso. Desta vez, ela é investigada por suspeita de estelionato após, supostamente, se passar por advogada para aplicar um golpe durante um processo de divórcio.

A prisão preventiva foi cumprida na segunda-feira (3), durante a Operação Fallacia, deflagrada pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Primavera do Leste. Kamila foi localizada em um estabelecimento comercial no bairro Buritis II e, em seguida, os policiais cumpriram mandado de busca e apreensão em sua residência.

Durante as diligências, foram apreendidos um aparelho celular, cartões bancários, documentos em nome de terceiros e uma caminhonete Toyota Hilux, veículo que, segundo a investigação, teria sido entregue pela vítima e fazia parte do suposto esquema criminoso.

De acordo com a Polícia Civil, a influenciadora teria convencido um morador de Primavera do Leste de que era advogada e intermediaria um acordo de divórcio. Sob esse argumento, orientou a vítima a realizar pagamentos que supostamente seriam destinados à ex-companheira. No entanto, as investigações apontam que o dinheiro foi transferido para contas da própria suspeita e de terceiros.

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Além dos valores, a vítima também teria sido convencida a entregar a caminhonete sob a justificativa de que o veículo deveria ficar fora da divisão patrimonial do divórcio. O automóvel nunca foi devolvido e acabou sendo localizado e apreendido durante a operação.

Segundo a Polícia Civil, o nome da operação, Fallacia, tem origem no latim e significa fraude, ardil ou engano premeditado, em referência ao modo de atuação atribuído à investigada. O inquérito segue sob sigilo para análise do material apreendido, identificação de possíveis comparsas e eventual localização de outras vítimas.

Histórico de golpes

Esta não é a primeira vez que Kamila Gonçalves Vieira se envolve em investigações criminais.

Em novembro de 2021, ela foi presa em flagrante em Cuiabá por suspeita de furtar móveis, eletrodomésticos, joias e objetos de alto valor de imóveis mobiliados que alugava. Na época, a prisão foi convertida em preventiva durante audiência de custódia, sob o entendimento de que ela representava risco à ordem pública e possuía histórico reiterado de práticas criminosas.

As investigações apontavam que Kamila alugava residências mobiliadas e, após se instalar nos imóveis, retirava camas, geladeiras, aparelhos de ar-condicionado, pratarias, roupas de cama, além de relógios de luxo, pedras preciosas e outros bens. Parte dos objetos foi recuperada pela polícia em outra residência ocupada por ela.

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Na ocasião, vítimas chegaram a criar um grupo de WhatsApp para trocar informações sobre os golpes e identificar objetos furtados. Os relatos também incluíam ameaças feitas pela influenciadora contra pessoas que tentavam reaver seus bens ou denunciá-la às autoridades.

Após cerca de um mês presa, Kamila obteve liberdade e passou a responder ao processo fora do sistema prisional. No ano seguinte, em 2022, comerciantes voltaram a denunciá-la por novos golpes, desta vez envolvendo compras realizadas com cartões de crédito posteriormente contestados, causando prejuízos a lojas de Cuiabá.

Agora, cinco anos depois da primeira grande repercussão policial, a influenciadora volta a ser alvo da Justiça, desta vez por um suposto esquema que utilizava a falsa condição de advogada para obter dinheiro e patrimônio de uma vítima durante um processo de separação. A Polícia Civil não descarta o surgimento de novas vítimas conforme o avanço das investigações.

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