Há pouco mais de três meses, Jéssica Brígida de Almeida, de 35 anos, deixou Cuiabá em busca de uma oportunidade de trabalho em Peixoto de Azevedo, no norte de Mato Grosso. A mudança representava a chance de melhorar de vida, juntar dinheiro e ajudar a família. No entanto, o que seria um recomeço terminou de forma cruel: a trabalhadora foi encontrada morta, com sinais de tortura, em uma área de mata às margens do Rio Peixotinho, em Matupá, município vizinho.
Até esta terça-feira (4), ninguém havia sido preso. A Polícia Civil trata o caso como homicídio qualificado e tenta esclarecer quem participou do crime e qual foi a motivação da violência extrema.
Uma nova vida em Peixoto de Azevedo
Natural de Cuiabá, Jéssica passou a trabalhar em um bar localizado em Peixoto de Azevedo. Segundo familiares, ela estava na cidade havia cerca de três meses e mantinha contato frequente com parentes na capital.
A expectativa era permanecer trabalhando por um período, economizar dinheiro e retornar para casa.
O desaparecimento
A última vez que Jéssica foi vista foi na noite de 27 de julho. Ela deixou o estabelecimento onde trabalhava usando um vestido vermelho. Depois disso, não respondeu mais mensagens nem atendeu ligações da família.
Com o desaparecimento, parentes procuraram a Polícia Civil, que iniciou as buscas pela mulher. Os dias seguintes foram marcados pela angústia de familiares e amigos, sem qualquer notícia sobre seu paradeiro.
O trajeto que terminou na morte
As investigações apontam que, depois de sair de Peixoto de Azevedo, Jéssica seguiu em direção à MT-322, antiga MT-080, rodovia que liga a região ao distrito de União do Norte.
Em vez de seguir para a BR-163, no sentido Pará, o veículo onde ela estaria entrou na estrada estadual. O que aconteceu durante esse percurso ainda é um dos principais mistérios da investigação.
Segundo informações levantadas pela polícia, a vítima foi levada até uma área de mata fechada, localizada a cerca de 12 quilômetros de Peixoto de Azevedo, já no município de Matupá.
Tortura em meio à mata
Foi naquele local isolado que, segundo os primeiros levantamentos da investigação, Jéssica passou por momentos de extrema violência.
Vestígios encontrados pela perícia indicam que ela foi agredida antes de morrer. Mechas de cabelo foram encontradas espalhadas pelo chão, sugerindo que a vítima teve os cabelos cortados durante as agressões. O corpo apresentava diversos sinais de violência, reforçando a hipótese de que ela tenha sido submetida a sessões de espancamento e tortura antes da execução.
A cena encontrada pelos peritos evidencia um crime cometido com extrema crueldade.
O corpo encontrado
Na tarde de sábado (1º), o corpo de Jéssica foi localizado às margens do Rio Peixotinho. Ela ainda vestia a mesma roupa usada quando foi vista pela última vez: um vestido vermelho.
A Politec realizou a perícia no local e encaminhou o corpo para exames de necropsia, que devem auxiliar na definição da dinâmica da morte e do tempo em que a vítima permaneceu no local.
Perguntas sem resposta
Mais de uma semana após o desaparecimento e dias depois da localização do corpo, a investigação ainda busca responder questões fundamentais.
Quem levou Jéssica até a mata? Ela conhecia os autores? O crime foi premeditado ou ocorreu após algum desentendimento? Qual foi a motivação para tanta violência?
Essas respostas ainda dependem da análise de provas periciais, imagens, depoimentos e outras diligências conduzidas pela Polícia Civil.
Até o momento, não há presos pelo assassinato. A Polícia Civil mantém as investigações para identificar todos os envolvidos e esclarecer a motivação do homicídio.
Enquanto isso, familiares aguardam respostas para um crime brutal, que interrompeu, a vida da jovem.
Com apoio JJ Publicidades de Peixoto de Azevedo



















