O professor de Direito da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Saulo Tarso Rodrigues, foi afastado provisoriamente das atividades em sala de aula após uma estudante do primeiro ano do curso denunciá-lo por suposto assédio. A informação foi divulgada pelo site HiperNotícias.
Segundo a reportagem, a aluna relatou uma sequência de abordagens consideradas invasivas, que teriam persistido mesmo após ela demonstrar desconforto e interromper o contato com o docente.
Conforme mensagens obtidas pelo veículo, o professor teria feito convites para encontros fora do ambiente universitário, oferecido transporte para atividades acadêmicas, elogiado a aparência da estudante e insistido na participação dela em projetos desenvolvidos sob sua orientação.
Ainda de acordo com o HiperNotícias, a jovem informou ao professor que não se sentia confortável com a situação. O caso se agravou quando a mãe de Saulo teria entrado em contato com a estudante para tentar intermediar uma conversa entre os dois.
Após bloquear o professor no WhatsApp e deixar de frequentar as aulas, a estudante afirma que ele continuou tentando contato. Segundo a denúncia, Saulo passou a procurar informações sobre a aluna com colegas de turma, enviou mensagens pelo Instagram e, posteriormente, entrou em contato por mensagens de texto.
Diante da situação, a estudante solicitou uma medida protetiva à Justiça, que foi concedida. A decisão resultou no afastamento cautelar do professor das atividades em sala de aula, enquanto o caso também é apurado em procedimento administrativo instaurado pela UFMT.
O afastamento ocorre poucos dias após Saulo Tarso Rodrigues ser condenado pelo crime de perseguição (stalking) contra a ex-companheira.
Na última segunda-feira (21), a Justiça reconheceu que o professor enviou, de forma insistente, e-mails à vítima entre setembro e outubro de 2022, mesmo sem o consentimento dela. Conforme a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), as mensagens exigiam encontros presenciais, mencionavam a rotina de trabalho da ex-companheira e provocaram medo e abalo emocional.
A defesa do professor ainda pode recorrer da decisão. Até o momento, não houve manifestação pública de Saulo sobre a denúncia envolvendo a estudante.


















