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REPLAY

Operação desarticula núcleo financeiro de facção e bloqueia bens de luxo avaliados em R$ 17 milhões

Como parte da operação, a Justiça determinou o sequestro de imóveis e veículos avaliados em aproximadamente R$ 17,2 milhões, entre eles apartamentos e casas de alto padrão em Mato Grosso e Santa Catarina, além de quatro veículos e três terrenos.

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (29), a Operação Replay para desarticular o núcleo financeiro de uma facção criminosa investigada por organização criminosa e lavagem de dinheiro. A ação cumpre 10 mandados de prisão preventiva, além de ordens de busca e apreensão e medidas de bloqueio patrimonial em Mato Grosso, Santa Catarina e Rio de Janeiro.

As investigações, conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), apontam que o grupo mantinha uma estrutura voltada à ocultação e movimentação de recursos ilícitos, utilizando contas de terceiros e adquirindo bens em nome de pessoas sem capacidade financeira compatível.

Como parte da operação, a Justiça determinou o sequestro de imóveis e veículos avaliados em aproximadamente R$ 17,2 milhões, entre eles apartamentos e casas de alto padrão em Mato Grosso e Santa Catarina, além de quatro veículos e três terrenos. Também foi autorizado o bloqueio de até R$ 15,3 milhões em ativos financeiros relacionados à contabilidade da organização.

Segundo a Polícia Civil, a Operação Replay é um desdobramento das operações Apito Final, Fair Play e Tempo Extra, após a análise de dados telemáticos que revelaram a continuidade das atividades criminosas, com divisão de funções, operadores externos e um núcleo financeiro responsável por administrar os recursos da facção.

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As investigações também apontaram que uma das lideranças continuava comandando as finanças e a disciplina do grupo mesmo presa em uma unidade de segurança máxima. De acordo com a Draco, comunicações interceptadas mostram que o investigado determinava movimentações financeiras, cobrava prestações de contas e orientava integrantes que atuavam em liberdade.

O nome Replay faz referência à repetição das práticas criminosas e à reorganização da facção após operações anteriores. Conforme a Polícia Civil, o objetivo é enfraquecer a estrutura financeira da organização, impedir a ocultação de patrimônio e interromper a atuação do grupo criminoso.

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