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Justiça mantém prisão de “cabeleireiro das estrelas” e determina transferência para ala LGBTQIA+

Elielson Gonçalves Vieira é suspeito de intermediar a venda de drogas para clientes ricos de Cuiabá

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A Justiça manteve a prisão preventiva do cabeleireiro Elielson Gonçalves Vieira, conhecido como “cabeleireiro das estrelas”, após audiência de custódia realizada na quinta-feira (8), em Cuiabá.

A decisão foi proferida pela juíza Henriqueta Fernanda Chaves Alencar Ferreira Lima, do Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias. A magistrada também determinou que o investigado seja encaminhado à ala destinada à população LGBTQIA+ no sistema prisional.

Elielson foi preso em casa pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), alvo da Operação Fio. Antes de ser levado ao Fórum de Cuiabá, ele deixou a delegacia sem falar com a imprensa. A manutenção da prisão na audiência de custódia foi confirmada por veículos que acompanharam o caso.

A investigação aponta que o cabeleireiro teria ligação com um grupo responsável pela venda de drogas em diferentes bairros da capital. Ele também é suspeito de atuar como intermediário na comercialização de entorpecentes para pessoas de alto poder aquisitivo.

Conhecido por atender clientes da alta sociedade, Elielson publicava nas redes sociais registros de viagens e veículos de luxo. Em uma das postagens, apareceu em uma Ferrari.

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A Operação Fio investiga tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro. Foram expedidos cinco mandados de prisão preventiva, nove de busca e apreensão e 12 ordens de bloqueio financeiro, totalizando 26 determinações judiciais.

As medidas foram cumpridas em Cuiabá, Várzea Grande, Mirassol D’Oeste e no litoral de São Paulo. Os bloqueios possuem valores definidos para cada alvo e podem chegar a R$ 1,4 milhão em um dos casos.

Segundo a Polícia Civil, a apuração identificou movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada de alguns investigados e possível uso de pessoas e empresas para movimentar e esconder valores de origem criminosa.

Celulares, documentos e outros materiais apreendidos serão analisados pela Denarc. A investigação continua para definir a participação de cada suspeito no grupo.

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