Um homem que estava com mandado de prisão em aberto tentou esconder a verdadeira identidade ao ser preso por suspeita de tráfico de drogas, na noite desta quarta-feira (19), no bairro Voluntários da Pátria, em Cuiabá. A estratégia, porém, não funcionou. Um sistema de reconhecimento facial utilizado pela Polícia Militar apontou quem ele realmente era.
A ocorrência começou por volta das 18h20, quando uma equipe do Grupo de Apoio (GAP), do 24º Batalhão, fazia patrulhamento pela Rua F. Os militares viram um homem sem camisa retirando uma sacola plástica de dentro de uma lixeira.
Segundo o boletim de ocorrência, assim que percebeu a aproximação da viatura, o suspeito jogou a sacola no chão e correu para dentro de uma residência. Os policiais foram atrás e conseguiram abordá-lo.
Ainda conforme a PM, o homem resistiu às ordens durante a abordagem. Os militares relataram que precisaram utilizar técnicas de contenção e spray de pimenta para conseguir algemá-lo.
Quatro porções de substância semelhante à maconha foram encontradas no bolso da bermuda do suspeito. Os policiais retornaram então até a sacola descartada durante a fuga e localizaram outras 14 porções.
Como o homem havia entrado no imóvel e afirmou morar no local, os militares realizaram buscas na residência. Debaixo de uma mesa foram encontradas duas balanças de precisão e outras sete porções da mesma substância.
Ao todo, foram apreendidas 25 porções de material semelhante à maconha, pesando aproximadamente 160 gramas.
O caso ganhou um novo desdobramento durante o registro da ocorrência. O detido teria se identificado inicialmente como Natanael Marques da Silva. A versão levantou dúvidas e os policiais utilizaram o reconhecimento facial disponível no aplicativo PM Mobile.
O sistema vinculou a fotografia do suspeito à identidade de Gabriel Marques da Silva. Após consulta aos sistemas judiciais, os militares descobriram ainda a existência de um mandado de prisão em aberto contra ele.
Gabriel foi encaminhado, juntamente com as drogas e as balanças apreendidas, para a Central de Flagrantes. O caso foi registrado por tráfico ilícito de drogas, resistência e cumprimento de mandado de prisão.




















