O candidato ao Governo de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), reagiu às movimentações do adversário Wellington Fagundes (PL) para tentar impugnar sua candidatura e afirmou que a iniciativa representa uma tentativa de facilitar a disputa eleitoral por meio da Justiça, e não das urnas.
Durante entrevista nesta quinta-feira (20), antes do debate na Aprosoja, Pivetta declarou que tem confiança na Justiça Eleitoral e afirmou que acredita que o eleitor mato-grossense saberá escolher quem comandará o Estado.
“O Estado de Mato Grosso foi consertado, nós botamos o Estado nos trilhos. O Estado é do povo mato-grossense. Hoje temos um Estado com as finanças organizadas, reconhecido pelo Brasil e pelo mundo por ser um bom pagador, um Estado que tem crédito. Tem político que nunca fez gestão de nada e se diz capacitado para administrar o Estado. Então, a única maneira dessas pessoas chegarem é através do tapetão, porque o povo vai saber votar”, afirmou.
O candidato também disse que a população já vivenciou períodos de má gestão e, por isso, demonstrou confiança no julgamento do eleitorado.
“O povo já experimentou também o desgoverno. Então eu tenho muita confiança na população.”
Questionado sobre uma decisão judicial que determinou a retirada de uma publicação relacionada a declarações feitas por ele sobre um adversário político, Pivetta afirmou que pretende manter o foco nas propostas e nas realizações de sua gestão, mas ressaltou que responderá quando for provocado durante a campanha.
“Eu quero falar do que fizemos, do que vamos fazer. Mas, quando o adversário vem provocando, algumas coisas a gente tem que falar. São verdades, absolutas verdades.”
Segundo ele, manifestações mais duras ocorrem em situações específicas dentro do debate político.
“Eu só me dirijo a falas como essa em situações específicas, porque é inevitável falar. Nós temos a obrigação de promover uma ampla avaliação de todos os candidatos.”
Ao ser perguntado se interpreta o pedido para invalidar sua candidatura como um sinal de receio dos adversários em enfrentá-lo nas urnas, Pivetta voltou a associar a estratégia à tentativa de obter vantagem por meio de decisões judiciais.
“É uma forma de ficar mais fácil a eleição, ganhar no tapetão. Eu já vi esse filme, mas eu confio muito na Justiça, na Justiça Eleitoral também”, concluiu.



















