A história de Rhavenna Barcelos de Almeida, de 24 anos, conhecida como “missionária do crime”, ganhou destaque no Fantástico, da TV Globo, exibido neste domingo (13). A reportagem revelou detalhes da investigação que levou à prisão da jovem durante a Operação Fariseus, deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso, e mostrou a relação dela com integrantes do Comando Vermelho, incluindo o criminoso conhecido como “Batman”, apontado como uma das lideranças da facção no Rio de Janeiro.
Segundo as investigações apresentadas pelo programa, Rhavenna usava a atuação como missionária religiosa para ter acesso a unidades prisionais e manter contato com integrantes da facção. A polícia suspeita que, em vez de apenas levar assistência religiosa aos detentos, ela também teria atuado na transmissão de recados e na entrega de objetos para criminosos.
O Fantástico afirmou ter obtido com exclusividade mensagens e fotografias que ajudariam a revelar a dimensão das relações mantidas pela investigada. Entre os registros apresentados estão imagens de Rhavenna ao lado de integrantes do grupo criminoso e contatos com pessoas ligadas à facção.
A investigação também apontou que a jovem mantinha ligação com criminosos do Rio de Janeiro e realizava viagens frequentes para comunidades controladas pelo Comando Vermelho. Nas redes sociais, ela aparecia ostentando armas e motocicletas e exibindo uma rotina de luxo.
Relação com o “Batman”
Um dos pontos que chamaram atenção na reportagem foi a relação de Rhavenna com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, criminoso condenado a 49 anos de prisão e apontado como integrante do Comando Vermelho.
Segundo as investigações, o criminoso cumpria pena na mesma unidade prisional onde Rhavenna e os pais dela atuavam sob o pretexto de realizar trabalhos religiosos. A apuração policial aponta que a relação entre a missionária e integrantes da facção ia além da atividade religiosa.
A polícia também investiga a atuação dos pais de Rhavenna. Os pastores Nivaldo de Almeida e a esposa foram alvos da Operação Fariseus, sob suspeita de envolvimento no mesmo esquema investigado pela Polícia Civil.
Pai morreu após prisão da filha
Um detalhe que ganhou ainda mais peso no caso é que Nivaldo de Almeida morreu no último sábado (5), em Cuiabá, após uma luta contra o câncer. O pastor era pai de Rhavenna e havia sido alvo da investigação da Operação Fariseus por suposta ligação com integrantes do Comando Vermelho.
A morte ocorreu enquanto o caso envolvendo a família ainda estava sob investigação. Rhavenna permanece como principal personagem da apuração, que busca esclarecer a extensão da suposta participação dela e dos demais investigados nas atividades atribuídas à organização criminosa.
De acordo com as informações divulgadas pela polícia, os investigados são apurados por crimes como organização criminosa, tortura e lavagem de dinheiro, entre outros delitos que ainda serão analisados no decorrer da investigação.



















