Dias antes de ser encontrado morto dentro de um túmulo no Cemitério Santo Antônio, em Porto Velho (RO), o médico residente Lucas Macedo Martins, de 32 anos, publicou um vídeo na lista de “Melhores Amigos” do Instagram em que faz um desabafo emocionado sobre um suposto episódio de homofobia vivido no ambiente familiar. Na gravação, feita na terça-feira (21), data em que desapareceu, Lucas direciona duras críticas ao pai, identificado como José Carlos.
Visivelmente abalado, o médico afirma que a mãe já havia aceitado sua orientação sexual, mas acusa o pai de não aceitar que ele levasse um homem para casa. Em meio ao desabafo, Lucas chama o pai de “velho desgraçado homofóbico”, diz que o odeia e chega a desejar que ele “morra da pior forma possível”.
Durante o vídeo, Lucas também faz uma declaração preocupante ao afirmar que, “antes de tentar se matar”, queria registrar sua revolta contra o pai. As falas demonstram um forte abalo emocional provocado pelo conflito familiar.
A publicação passou a repercutir nas redes sociais após a confirmação da morte do médico e levantou discussões sobre homofobia e saúde mental. Até o momento, porém, não há qualquer informação oficial que relacione o conteúdo do vídeo ao homicídio investigado pela Polícia Civil de Rondônia.
Médico foi encontrado morto dentro de túmulo
Lucas Macedo Martins, formado em Medicina pela Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), em Cáceres, foi encontrado morto na quinta-feira (23), dentro de um túmulo no Cemitério Santo Antônio, em Porto Velho. Ele estava desaparecido desde a última terça-feira (21).
Segundo a Polícia Civil, o corpo foi localizado seminu e apresentava diversos sinais de violência. A perícia constatou uma lesão no lado esquerdo do crânio, afundamento na região do rosto e um grave ferimento no olho direito. No local, foram recolhidos pedaços de tijolos com manchas de sangue e fios de cabelo, que serão submetidos à perícia.
A principal linha de investigação aponta que Lucas teria ido ao cemitério para encontrar outra pessoa. Conforme a polícia, os dois teriam mantido relações íntimas antes de uma discussão que terminou no assassinato do médico. Os investigadores também apuram a informação de que o carro da vítima teria sido levado para a Bolívia após o crime.
Até o momento, nenhum suspeito foi preso, e a motivação do homicídio segue sendo investigada pela Polícia Civil de Rondônia.
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