A morte de Ana Cristina Pacheco Matos, de 20 anos, na manhã deste sábado (15), no bairro Alvorada, em Cuiabá, foi precedida por uma discussão que teria se estendido durante toda a madrugada entre a vítima e o principal suspeito do crime, Fabiano Oliveira Borges, de 43 anos.
Conforme informações registradas no boletim de ocorrência, moradores relataram à Polícia Militar que Ana Cristina e Fabiano, que mantinham um relacionamento, passaram a noite discutindo dentro da residência.
Por volta das 6h30, os vizinhos ouviram um estampido semelhante a um disparo de arma de fogo vindo do imóvel. Pouco depois, segundo os relatos, Fabiano foi visto deixando o local em uma motocicleta Honda Titan preta, tomando rumo ignorado.
A Polícia Militar realizou buscas pelo suspeito e foi até a empresa de propriedade dele, mas encontrou o estabelecimento fechado. Até o registro da ocorrência, Peterson não havia sido localizado.
Filho de 3 anos estava na casa
O boletim também aponta que o filho de Ana Cristina, de apenas 3 anos, estava na residência no momento em que a mãe foi atingida.
Após o disparo, a criança teria permanecido no imóvel. O ex-namorado de Ana Cristina foi até o endereço depois de receber uma ligação da irmã da vítima informando sobre o ocorrido.
Ao chegar, ele teria sido recebido pelo menino, que entregou as chaves do portão. Dentro da residência, encontrou Ana Cristina caída no chão, com intenso sangramento na região da cabeça e do rosto.
Com auxílio de um vizinho e do irmão da jovem, ele colocou Ana Cristina nos braços e a levou até o Hospital Municipal de Cuiabá. A vítima foi deixada aos cuidados da equipe médica, mas não resistiu aos ferimentos.
Após retornar à residência, o ex-namorado buscou informações sobre o que havia acontecido.
A Polícia Militar comunicou a Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e a Politec, que estiveram no local para os procedimentos de investigação e perícia.
O caso é tratado inicialmente como feminicídio. As circunstâncias da discussão, o disparo e a fuga de Peterson serão investigados pela Polícia Civil.




















