Claudinei da Silva, acusado de matar a própria filha, Olga Beatriz, de 12 anos, deixou a sede da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em Cuiabá, na manhã desta segunda-feira (8), em silêncio.
Ao sair da unidade policial, Claudinei foi questionado por jornalistas sobre as causas da morte da adolescente e as acusações feitas pela mãe da vítima, mas não respondeu aos questionamentos. Ele deixou o local em silêncio.
A saída do suspeito ocorre um dia após a morte de Olga, encontrada sem vida dentro de um quarto da residência do pai, em Várzea Grande. Conforme a Polícia Civil, a adolescente apresentava diversas lesões pelo corpo, principalmente na região do rosto.
O caso é investigado pela DHPP, que trata a ocorrência inicialmente como um possível feminicídio. Em entrevista no domingo (7), o delegado Nilson Farias afirmou que a investigação é considerada complexa, já que apenas pai e filha estavam no cômodo onde a menina foi encontrada morta.
Segundo o delegado, relatos de familiares indicam que os dois mantinham uma relação próxima e afetuosa. Olga estava passando alguns dias na casa do pai e, de acordo com as informações levantadas pelos investigadores, havia manifestado o desejo de permanecer mais tempo no local.
A morte da adolescente provocou forte comoção. Durante a apresentação de Claudinei às autoridades, a mãe da vítima o acusou publicamente pelo crime. Em estado de desespero, ela gritou: “Você matou minha filha”, além de cobrar justiça pela morte da menina.
A Polícia Civil segue ouvindo familiares e testemunhas e aguarda a conclusão dos laudos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), que deverão auxiliar na definição da dinâmica e da causa da morte da adolescente.
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