O advogado Bruno Castro está entre os alvos da Operação Gemini, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta segunda-feira (8), para investigar um suposto esquema de venda de decisões judiciais e lavagem de dinheiro envolvendo integrantes do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT).
Além de Bruno Castro, também são investigados o desembargador afastado Dirceu dos Santos e o deputado estadual Faissal Calil (PL).
A operação é um desdobramento da Operação Sisamnes, que apura possíveis irregularidades relacionadas à influência em decisões judiciais dentro da Corte estadual.
Segundo informações encaminhadas ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a investigação teve acesso a dados extraídos dos celulares dos advogados Roberto Zampieri e Bruno Castro. As análises apontam conversas que tratariam de uma tentativa de obtenção de uma decisão favorável em um recurso que tramitava no Tribunal de Justiça de Mato Grosso.
De acordo com o relatório da Polícia Federal, em setembro de 2023, Bruno Castro teria procurado Roberto Zampieri para intermediar a obtenção de um efeito suspensivo em um processo de apelação. Conforme os investigadores, embora não atuasse formalmente na ação judicial, o advogado teria buscado influência sobre o resultado do caso.
As suspeitas levantadas pela PF integram o conjunto de elementos que motivaram a nova fase das investigações, culminando na Operação Gemini.
A Polícia Federal segue cumprindo medidas autorizadas pela Justiça e aprofundando a análise do material apreendido. Até o momento, a defesa dos investigados não havia se manifestado sobre o conteúdo das acusações.




















