A desembargadora Gabriela Knaul, da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou o pedido de habeas corpus e manteve a prisão preventiva do vereador Túlio César de Oliveira Lima (Republicanos), investigado por envolvimento no assassinato de Lavignia Gabrielly Guimarães Coutinho, de 20 anos, em Poxoréu, a 263 quilômetros de Cuiabá.
O parlamentar foi preso no último dia 14 de julho durante a Operação Elo Oculto, deflagrada pela Polícia Civil para investigar o crime.
Na decisão, a magistrada afirmou que a manutenção da prisão é necessária para garantir o andamento das investigações. Segundo ela, a liberdade do vereador poderia interferir na produção de provas, influenciar testemunhas e dificultar a identificação de outros envolvidos no homicídio.
A defesa alegou que Túlio César colaborou com a investigação ao entregar aparelhos celulares e fornecer as respectivas senhas, além de possuir bons antecedentes, residência fixa e exercer mandato eletivo.
Os argumentos, no entanto, foram rejeitados pela desembargadora. Ela destacou que a prisão continua necessária para a realização de diligências, incluindo o interrogatório do investigado, e para evitar eventual combinação de versões entre os envolvidos. Também ressaltou que o exercício de cargo público e a existência de endereço fixo não impedem a decretação da prisão preventiva em casos de maior gravidade.
Conforme a decisão, a Polícia Civil ainda busca esclarecer a dinâmica do crime, localizar a arma utilizada na execução e identificar possíveis coautores.
Relembre o caso
Lavignia Gabrielly Guimarães Coutinho foi morta a tiros na madrugada de 10 de maio deste ano, dentro de uma casa noturna em Poxoréu, onde estava com amigos. A vítima foi atingida por disparos e morreu ainda no local.
De acordo com a investigação, a jovem pode ter sido confundida com uma informante da Polícia Militar. A mãe de Lavignia trabalha na base da PM no município, e a proximidade da vítima com a unidade policial teria motivado a ordem de execução, supostamente determinada por integrantes de uma facção criminosa.
A Operação Elo Oculto foi deflagrada em julho de 2026 e cumpriu oito ordens judiciais nos municípios de Poxoréu, Primavera do Leste e Canarana, incluindo um mandado de prisão e sete de busca e apreensão. Durante a ação, policiais apreenderam celulares e computadores.
As investigações continuam para esclarecer a participação de cada suspeito no homicídio.





















