A presidente da Câmara de Cuiabá, vereadora Paula Calil (PL), afirmou que recebeu com surpresa o relato de servidoras da Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Augustinho Simplício de Figueiredo, no bairro Poção, sobre a atuação da Procuradoria Especial da Mulher na unidade. Segundo ela, o caso deve ser apurado com seriedade para evitar que situações semelhantes voltem a ocorrer.
De acordo com a parlamentar, ela tomou conhecimento do episódio após o fim de uma sessão legislativa, quando o vereador Wilson Kero Kero (PMB) esteve em seu gabinete acompanhado da diretora, da coordenadora e da secretária da escola.
“Eu recebi essas servidoras, ouvi o relato delas, e elas estavam bastante abaladas com a situação. Foi um momento muito desagradável o que aconteceu na EMEB, onde elas se sentiram ofendidas”, declarou.
Paula ressaltou que não tinha conhecimento prévio da visita realizada por integrantes da Procuradoria Especial da Mulher à escola e explicou que, na época, ainda não participava do grupo de trabalho do órgão.
Segundo a presidente da Casa, o episódio teve início após uma servidora procurar a Procuradoria da Mulher da Câmara. A partir da denúncia, uma advogada e uma assistente social vinculadas ao órgão foram até a unidade escolar, onde ocorreu um desentendimento com servidoras da Secretaria Municipal de Educação.
Apesar da repercussão do caso, Paula Calil destacou que a situação administrativa envolvendo a escola é de competência da Secretaria Municipal de Educação.
“É um problema da administração da Secretaria de Educação. Uma servidora procurou a Procuradoria da Mulher da Câmara e, durante essa visita, ocorreu esse desentendimento com as servidoras do município”, afirmou.
Questionada sobre as críticas do prefeito Abilio Brunini (PL), que afirmou que a Procuradoria da Mulher estaria extrapolando suas atribuições e deixou de atuar na Comissão Especial que apura denúncias de assédio na prefeitura, Paula explicou que, quando os trabalhos da comissão foram iniciados, a Procuradoria Especial da Mulher ainda não havia sido oficialmente instalada. O órgão foi inaugurado em março deste ano e tem como finalidade oferecer acolhimento, orientação jurídica, psicológica e assistência social a mulheres em situação de violência.
A presidente informou ainda que aguarda o relatório final da Comissão Especial do Assédio para analisar as conclusões dos trabalhos.
Sobre a possibilidade de a Procuradoria estar sendo utilizada como instrumento político, Paula rejeitou essa interpretação e reforçou a importância institucional do órgão.
“Eu não diria isso. A Procuradoria da Mulher é a menina dos meus olhos. Nós nos esforçamos muito para que ela fosse instalada de forma efetiva. O que queremos é que as normas sejam seguidas e que ela continue sendo um espaço de acolhimento, escuta e orientação para as mulheres”, concluiu.


















