Cinco acusados de participação no assassinato do comerciante Josionaldo Ferreira de Araújo, morto em dezembro de 2022 no antigo Shopping Popular de Cuiabá, serão julgados pelo Tribunal do Júri. A decisão é do juiz André Barbosa Guanaes Simões, da 7ª Vara Criminal da Capital.
Foram pronunciados Alexandre Magalhães de Souza, Elton John Conceição da Silva, Gabriel Mota Braga, Lucas Leonardo Padilha da Costa e Marcos Henrique Gomes de Miranda. Todos respondem pelos crimes de homicídio qualificado e organização criminosa.
O magistrado rejeitou os recursos apresentados pelas defesas, que pediam a impronúncia dos réus, a exclusão das qualificadoras e a revogação das prisões preventivas. Segundo o juiz, há indícios suficientes de autoria e participação para que os acusados sejam submetidos ao julgamento pelo Conselho de Sentença.
Na decisão, o magistrado cita provas reunidas durante a investigação, entre elas um relatório técnico com mensagens de WhatsApp, cruzamento de dados telefônicos e identificação de aparelhos por IMEI. Conforme os autos, um dos números atribuídos a Marcos Henrique Gomes de Miranda, conhecido como “Japa”, aparece em uma conferência realizada pelos investigados momentos antes da execução. O celular de Wenderson Santos Souza, um dos executores morto em confronto com a Polícia Militar após o crime, também continha um contato atribuído ao acusado.
Ao negar o pedido de liberdade provisória, o juiz destacou a gravidade dos fatos, afirmando que o homicídio foi uma “execução violenta, mediante vários disparos de arma de fogo, sem possibilidade de defesa, e determinada por facção criminosa, cumprida em local público de grande circulação”.
A data do julgamento pelo Tribunal do Júri ainda não foi definida.
Relembre o caso
Josionaldo Ferreira de Araújo foi assassinado em 19 de dezembro de 2022, em frente a uma de suas lojas no antigo Shopping Popular de Cuiabá. De acordo com a investigação, ele foi atingido por diversos disparos de arma de fogo.
Segundo o Ministério Público e a Polícia Civil, o crime teria sido motivado pela venda de cigarros contrabandeados sem autorização de uma facção criminosa.
As investigações apontaram que a execução foi planejada. Imagens de câmeras de segurança mostraram que os executores se comunicavam constantemente com um terceiro envolvido antes do assassinato. Em determinado momento, um deles identificou a vítima ao comparsa e, logo em seguida, a dupla simulou ser cliente antes de efetuar os disparos.
Um dos executores, Bruno Fernandes de Souza Costa, conhecido como “Bruninho”, foi preso em flagrante ainda no Shopping Popular. Já Wenderson Santos Souza morreu após trocar tiros com policiais militares durante a fuga, ocasião em que chegou a fazer uma criança refém.
Posteriormente, a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) deflagrou a Operação Unity, que prendeu diversos investigados apontados como mandantes e responsáveis pelo apoio logístico ao homicídio.





















