A Justiça de Mato Grosso negou o pedido da defesa do coronel do Exército Etevaldo Caçadini para que ele fosse transferido de Brasília para uma unidade militar em Belo Horizonte. O oficial é acusado de financiar o assassinato do advogado Roberto Zampieri, morto a tiros em frente ao escritório, em Cuiabá, em dezembro de 2023.
A defesa alegou que a mudança facilitaria o contato com a família e o acompanhamento de saúde. O juiz Mauro Nagib Jorge, porém, manteve a custódia no Distrito Federal, seguindo determinação anterior do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo o magistrado, a permanência em Brasília atende à segurança pública e à eficácia das investigações. Ele também considerou que a unidade onde Caçadini está preso oferece estrutura e suporte médico adequados.
O coronel será submetido ao Tribunal do Júri em 29 de setembro.
Segundo a denúncia, Zampieri teria sido assassinado em meio a uma disputa judicial envolvendo uma fazenda avaliada em R$ 100 milhões, em Paranatinga. A análise do celular do advogado também levou a investigações sobre um possível esquema de venda de decisões judiciais, que resultou no afastamento de magistrados e em operações da Polícia Federal.






















