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NO BANCO DOS RÉUS

Caso Zampieri: três acusados voltam ao novo júri nesta terça-feira em Cuiabá

Julgamento de Antônio Gomes, Hedilerson Fialho e Etevaldo Caçadini será retomado após sessão ser interrompida por problema de saúde de um jurado
Josi Dias/TJMT

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Os três acusados de envolvimento no assassinato do advogado Roberto Zampieri voltam ao banco dos réus nesta terça-feira (29), em Cuiabá. Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas serão submetidos novamente ao Tribunal do Júri a partir das 9h, no Fórum da Capital.

O julgamento havia começado em 28 de julho, mas foi interrompido no dia seguinte depois que um dos jurados apresentou um problema de saúde. Diante da situação, o juiz José Mauro Nagib Jorge, da 11ª Vara Criminal de Cuiabá, dissolveu o Conselho de Sentença e determinou que uma nova sessão fosse realizada com outro grupo de jurados.

Com a dissolução do conselho, o julgamento precisará ser reiniciado. As provas já produzidas permanecem nos autos, mas os procedimentos da sessão plenária deverão ser realizados novamente diante do novo Conselho de Sentença.

Quem são os acusados

Antônio Gomes da Silva é apontado pelo Ministério Público como o homem que executou os disparos contra Zampieri. Ele confessou participação no crime durante a investigação, segundo informações apresentadas no primeiro julgamento.

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Hedilerson Fialho Martins Barbosa é acusado de atuar como intermediário da execução. Conforme a denúncia apresentada pelo Ministério Público, ele teria contratado o executor e fornecido a arma utilizada no homicídio.

Já o coronel da reserva do Exército Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas é acusado de financiar o assassinato.

Os três respondem por homicídio qualificado, com acusações relacionadas a promessa de recompensa, recurso que teria dificultado a defesa da vítima, emprego de arma de fogo de uso restrito e concurso de pessoas. A decisão sobre a responsabilidade criminal caberá ao Conselho de Sentença.

Dez disparos

Roberto Zampieri foi assassinado em 5 de dezembro de 2023, quando estava dentro de uma Fiat Toro, em frente ao escritório onde trabalhava, no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá. A perícia apontou que ele foi atingido por dez disparos de arma de fogo.

Durante o primeiro julgamento, o delegado Nilson Farias, responsável pelas investigações da Polícia Civil, afirmou aos jurados que a perícia balística havia relacionado a arma apreendida durante a investigação ao homicídio de Zampieri.

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A investigação também apontou uma possível relação do assassinato com uma disputa envolvendo terras. Segundo informações apresentadas pelo Ministério Público no processo, essa disputa teria valor estimado em R$ 100 milhões. Os supostos mandantes respondem em processo separado.

A sessão desta terça-feira será presidida pelo juiz José Mauro Nagib Jorge. O novo julgamento ocorre após a Justiça determinar a formação de um novo Conselho de Sentença para analisar o caso.

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