As unidades de urgência e emergência de Cuiabá registraram 65.772 atendimentos clínicos e odontológicos durante o mês de agosto de 2026. O levantamento reúne dados das UPAs Norte, Leste, Oeste e Sul, além da Policlínica do Pedra 90.
O número representa uma média de aproximadamente 2.121 atendimentos por dia. A maior parte da demanda foi registrada durante o dia, período responsável por 62% dos atendimentos, enquanto os outros 38% ocorreram no período noturno.
Entre os pacientes atendidos, os adultos foram maioria, com 49.829 consultas de clínica médica, o equivalente a 75,8% do total. O atendimento clínico pediátrico somou 13.103 pacientes (19,9%), enquanto o setor odontológico registrou 2.840 atendimentos (4,3%).
UPA Norte lidera atendimentos
A UPA Norte foi a unidade com maior movimento em agosto, contabilizando 16.569 atendimentos. Na sequência aparecem:
- UPA Sul: 14.308 atendimentos;
- UPA Oeste: 14.302;
- UPA Leste: 14.164;
- Policlínica do Pedra 90: 6.429.
Além das consultas, as unidades realizaram 1.928 tomografias e 1.006 suturas ao longo do mês.
A UPA Leste concentrou o maior número de tomografias, com 586 exames, enquanto a UPA Norte liderou a realização de suturas, com 314 procedimentos.
Segunda-feira tem maior procura
Os dados também apontam uma diferença na procura pelos serviços ao longo da semana. As segundas-feiras registraram os maiores volumes de atendimento, enquanto os domingos apresentaram os menores fluxos.
Na área de vigilância epidemiológica, foram contabilizadas 211 notificações compulsórias em agosto. Desse total, 185 foram relacionadas à Covid-19, com maior concentração na UPA Norte, e 21 notificações de dengue, principalmente na UPA Leste.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o acompanhamento dos indicadores permite identificar os períodos de maior demanda e auxiliar na organização das equipes, dos fluxos de atendimento e das transferências hospitalares.
O secretário adjunto de Atenção Secundária, Odair Mendonsa, afirmou que o monitoramento dos dados também contribui para adequar a estrutura da rede à procura dos pacientes.
“Esses dados nos permitem conhecer com mais precisão o comportamento da demanda, identificar os dias e horários de maior procura e planejar a estrutura da rede de acordo com essa realidade”, afirmou.


















