O Papa Leão destacou neste domingo (14), durante a oração do Angelus, a beatificação do padre Nazareno Lanciotti, realizada no sábado (13) em Mato Grosso. Ao citar os novos beatos reconhecidos pela Igreja Católica, o pontífice ressaltou o testemunho de fé e coragem do missionário italiano que dedicou grande parte de sua vida à evangelização e ao trabalho social no interior do Estado.
“Também ele mártir, porque em nome do Evangelho defendia os mais pobres”, afirmou o Papa ao recordar a trajetória de Nazareno Lanciotti.
Durante sua mensagem, Leão mencionou outros religiosos beatificados recentemente na Europa, vítimas de perseguições promovidas por regimes totalitários. Em seguida, destacou a cerimônia realizada em Mato Grosso, classificando o sacerdote como uma testemunha de fidelidade ao Evangelho.
Nazareno Lanciotti nasceu em Roma, na Itália, e chegou ao município de Jauru, a cerca de 425 quilômetros de Cuiabá, em 1972. Na região, fundou a Paróquia Nossa Senhora do Pilar e desenvolveu um amplo trabalho pastoral e social voltado às famílias mais vulneráveis.
Conhecido por denunciar crimes como exploração sexual de menores, prostituição e tráfico de drogas, o sacerdote passou a enfrentar ameaças. Em fevereiro de 2001, foi baleado dentro da própria residência e morreu dias depois em decorrência dos ferimentos.
A cerimônia de beatificação foi presidida pelo cardeal João Braz de Aviz, prefeito emérito do Dicastério para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica.
Ao encerrar a reflexão, o Papa desejou que o exemplo dos novos beatos inspire a missão da Igreja. “Que o exemplo e a intercessão destas corajosas testemunhas sustentem a missão dos presbíteros e da Igreja inteira”, declarou.



















