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COPA DO MUNDO

Entre duas paixões: haitiano que vive em Cuiabá há 13 anos acompanha com emoção duelo entre Haiti e Brasil

A classificação histórica foi celebrada dentro e fora do Haiti, tornando-se símbolo de orgulho nacional e esperança para um povo acostumado a superar dificuldades

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O jogo entre Brasil e Haiti pela Copa do Mundo de 2026 tem um significado especial para o haitiano Duckson Jacques, de 43 anos. Morador de Cuiabá há 13 anos, ele carrega no coração duas paixões que estarão frente a frente nesta sexta-feira (19): o país onde nasceu e a nação que o acolheu e onde construiu sua vida.

Natural do Haiti, Duckson chegou ao Brasil em 25 de janeiro de 2013, aos 30 anos. Desde então, fincou raízes, constituiu sua trajetória e se tornou cidadão brasileiro naturalizado. Para ele, o Brasil deixou de ser apenas um destino de imigração e passou a ser lar.

“Já não é mais uma viagem. É uma vida aqui. Nós trouxemos nossa bagagem cultural, nossa história, e construímos uma vida no Brasil”, relata.

A partida ganha ainda mais importância por representar um momento histórico para o futebol haitiano. O Haiti voltou a disputar uma Copa do Mundo em 2026 após 52 anos de ausência. A única participação do país havia ocorrido em 1974, na Alemanha Ocidental. Desde então, gerações inteiras de haitianos cresceram sem ver sua seleção no maior palco do futebol mundial. (FIFA)

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Duckson faz parte dessa geração

“Tenho 43 anos e nunca vivi uma Copa do Mundo com o Haiti. A última vez foi em 1974. Então é algo muito emocionante para nós”, afirma.

A classificação histórica foi celebrada dentro e fora do Haiti, tornando-se símbolo de orgulho nacional e esperança para um povo acostumado a superar dificuldades.

Mas se o coração bate mais forte pelo Haiti, a admiração pelo Brasil também é enorme. Segundo Duckson, a Seleção Brasileira sempre foi uma paixão dos haitianos.

“O Haiti é um dos países que mais torcem pelo Brasil. Talvez 70% ou até 80% da população acompanhe e torça pela Seleção Brasileira”, conta.

Por isso, assistir ao confronto entre as duas equipes desperta sentimentos misturados. De um lado, a alegria de ver sua terra natal vivendo um momento histórico. Do outro, o carinho por um país que lhe deu oportunidades e onde construiu sua família e seu futuro.

“É como se fossem dois filhos jogando uma competição. Quem ganhar, está tudo bem. Se o Brasil ganhar, a gente fica feliz. Se o Haiti ganhar, também. O importante é viver esse momento”, resume.

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A expectativa do haitiano é que a partida seja marcada apenas pela celebração do esporte. Sem rivalidades exageradas, apenas pela emoção de ver duas nações que fazem parte de sua história dividindo o mesmo gramado.

Para Duckson, independentemente do resultado, o simples fato de ver o Haiti novamente em uma Copa do Mundo já representa uma vitória que esperou a vida inteira para testemunhar.

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