O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) controlou, nas últimas 24 horas, um incêndio florestal que atingia o município de Guiratinga e as equipes permanecem mobilizadas no combate a outros dois incêndios florestais, registrados nos municípios de Canarana e São Félix do Araguaia, neste sábado (1º.8).
Em Guiratinga, o incêndio, iniciado na sexta-feira (31.7), está controlado e não apresenta risco imediato de propagação, uma vez que as chamas foram confinadas dentro de um perímetro seguro. Apesar disso, as equipes seguem realizando o monitoramento da área para evitar possíveis reignições e atuar na eliminação de focos remanescentes.
Nos municípios de Canarana e São Félix do Araguaia, os bombeiros militares atuam de forma ininterrupta no combate aos incêndios florestais. As ações são realizadas diretamente em campo, com atuação voltada ao controle dos focos de calor, na redução dos riscos de avanço das chamas e na proteção de vidas, propriedades rurais e do meio ambiente.
As operações contam com o apoio do Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM), da Defesa Civil Estadual e do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), que atuam de forma integrada sempre que necessário, reforçando a estrutura empregada no enfrentamento aos incêndios florestais no Estado.
Focos de calor
Em Mato Grosso, foram registrados 50 focos de calor nas últimas 24 horas, conforme a última checagem realizada às 17h no Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os dados são do Satélite de Referência (Aqua Tarde). Desse total, 35 focos estão no bioma Cerrado e 15 na Amazônia.
Nas terras indígenas, estão concentrados 31 focos, sendo: 16 focos na Terra Indígena Areões, em Nova Nazaré; sete focos na Terra Indígena Sangradouro/Volta Grande, em General Carneiro; cinco focos na Terra Indígena Pimentel Barbosa, em Canarana; além de um foco na Terra Indígena Capoto/Jarina, em São José do Xingu; um foco na Terra Indígena Menkü, em Brasnorte; e um foco no Parque Indígena do Xingu, em Canarana.
É importante destacar que um foco de calor, isoladamente, não caracteriza um incêndio florestal. O foco de calor é um indicativo de uma área com temperatura elevada, detectada por satélites, que pode ou não estar associada à ocorrência de fogo.
Já um incêndio florestal, em geral, é identificado pelo conjunto de diversos focos de calor concentrados em uma mesma área. No caso das áreas indígenas, o combate aos incêndios deve ser realizado por órgãos do Governo Federal, uma vez que o Estado não possui autorização para atuar.
Fiscalização – Operação Infravermelho
O Corpo de Bombeiros Militar também realiza o monitoramento do uso irregular do fogo no município de Marcelândia, em uma área de assentamento federal, que está sendo fiscalizada no âmbito da Operação Infravermelho. Esse monitoramento é realizado a partir da Sala de Situação Central, instalada no Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), em Cuiabá.
Com o apoio de imagens de satélite e outras tecnologias, a operação tem como objetivo identificar, de forma antecipada, áreas com risco de incêndio florestal ou onde o fogo já tenha sido iniciado de maneira ilegal, atuando tanto na prevenção quanto na responsabilização dos infratores.
Proibição do uso do fogo
O CBMMT reforça o alerta à população sobre a proibição do uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal, entre 1º de julho e 30 de novembro de 2026. Nas áreas urbanas, o uso do fogo é proibido durante todo o ano.
O uso irregular do fogo pode configurar crime ambiental e está sujeito às penalidades previstas em lei. Além de ser proibida, a prática representa riscos à segurança pública, à saúde da população e ao meio ambiente. Casos de uso irregular do fogo, inclusive em áreas urbanas, devem ser denunciados pelos números 193 (Corpo de Bombeiros Militar) ou 190 (Polícia Militar).


















