A esperança de encontrar o professor Breno Antônio Humberto de Moraes, de 25 anos, com vida permaneceu até os últimos momentos das buscas. Durante o velório do educador, uma amiga identificada como Juliana contou que, mesmo após 12 dias de desaparecimento, acreditava que ele pudesse voltar para casa.
“Eu sempre tive a esperança de que a gente poderia encontrar o Breno com vida. Era o que eu queria acreditar”, desabafou.
Juliana descreveu Breno como um jovem dedicado aos estudos, amoroso e muito próximo da família. Segundo ela, o professor sempre demonstrou carinho pelos pais, irmãos e amigos.
A amiga também lamentou a impossibilidade de uma despedida como a família desejava. “A gente não conseguiu nem se despedir de uma pessoa com quem viveu tantos momentos”, afirmou.
Breno desapareceu em 26 de setembro e foi encontrado morto em 8 de outubro, em uma região de brejo no bairro 13 de Setembro, em Várzea Grande. O serralheiro Elias Samuel Delgado da Silva, de 26 anos, confessou participação no crime e teve a prisão mantida pela Justiça neste sábado (10).
A Polícia Civil investiga a participação de outras duas pessoas no assassinato. Para Juliana, a punição dos responsáveis é uma das principais cobranças da família e dos amigos.
“A dor não vai passar. Nós queremos muita justiça, mas muita justiça mesmo”, declarou.























