O ex-ministro Aldo Rebelo (DC) fez duras críticas à atuação do governo federal em relação ao agronegócio, ao avaliar o papel do Ministério da Agricultura nos últimos anos da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Para ele, apesar da condução do ministro Carlos Fávaro, a pasta enfrenta limitações estruturais dentro da própria Esplanada.
Segundo Rebelo, o Ministério da Agricultura não consegue avançar com protagonismo diante da influência de outras áreas do governo, especialmente aquelas ligadas ao meio ambiente e às políticas indígenas, como o IBAMA e a FUNAI. Ele também citou a atuação da ministra Marina Silva como exemplo de força política dentro do Executivo.
“O Ministério da Agricultura é a andorinha só que não faz verão, porque vive cercado pelos demais ministérios, principalmente o Meio Ambiente e a área indígena, que têm muito mais força por estarem alinhados à ideologia e à agenda do governo. Alguém tem dúvida de que a ministra Marina manda mais em alguns aspectos até do que o próprio Lula? O presidente diz que é a favor do petróleo na margem equatorial, o presidente do IBAMA diz que é contra, e o que vale é a palavra do presidente do IBAMA”, afirmou durante entrevista em Cuiabá nesta terça-feira (14).
Na avaliação do ex-ministro, a condução da política ambiental e indigenista acaba influenciando diretamente decisões estratégicas do país, reduzindo o espaço de atuação do agronegócio dentro da agenda federal.
Aldo ainda criticou o que considera interferência externa na formulação dessas políticas.
“Na verdade, o Ministério da Agricultura não tem força na agenda do país. A agenda ambiental do governo é comandada, em primeiro lugar, por ONGs, muitas delas ligadas a interesses internacionais, que atuam de dentro do IBAMA, da FUNAI e do Ministério do Meio Ambiente. Essa é a realidade. É o governo dos amigos do governo e dos inimigos do país”, declarou.
Aldo Rebelo oficializou sua pré-candidatura à Presidência da República pelo partido Democracia Cristã (DC) em janeiro deste ano. Com histórico na esquerda, o ex-ministro de Lula e Dilma lançou-se por um partido conservador.




















