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DISPUTA NA CÂMARA

“Ser da base não me traz cegueira”, diz Demilson ao defender CPI da Educação

O parlamentar também negou ter recebido qualquer orientação direta do prefeito para protocolar o pedido de CPI

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A disputa em torno da instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar supostas irregularidades na Secretaria Municipal de Educação de Cuiabá ganhou um novo capítulo nesta quinta-feira (28), após o vereador Demilson Nogueira (PP), vice-líder do prefeito Abílio Brunini (PL) na Câmara Municipal, protocolar um requerimento próprio para abertura da investigação.

A movimentação ocorreu poucos segundos depois de a vereadora Maysa Leão apresentar seu pedido de CPI com novas assinaturas de apoio. Segundo Maysa, ela chegou a procurar Demilson para que ele assinasse seu requerimento, mas acabou surpreendida ao descobrir que o parlamentar havia apresentado um documento separado.

Questionado sobre a declaração da colega, Demilson afirmou que ambos exercem seus mandatos de forma independente e negou qualquer desconforto político diante da situação.

“Sobre a fala da vereadora Maysa, nada. Até porque ela exerce as atribuições dela e eu exerço as minhas. Ela tem os convencimentos dela e eu tenho os meus. Então necessariamente eu não tenho que seguir a orientação dela e muito menos ela seguir as minhas”, declarou.

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O vereador ainda reforçou que não vê conflito entre as duas iniciativas e defendeu a liberdade de atuação dos parlamentares.

“Está tudo certo a pretensão da vereadora em fazer o trabalho dela, como nós também temos a nossa pretensão de fazer o nosso trabalho. Eu não tripudio de forma alguma daquilo que pensa qualquer colega vereador aqui. Cada um exerce com liberalidade o seu mandato”, acrescentou.

Ao ser questionado sobre o que motivou a apresentação do novo requerimento, Demilson afirmou que a repercussão das denúncias envolvendo contratos da Educação chamou a atenção da Câmara e justificou a necessidade de investigação.

“O caso chamou a atenção. Tanto é que o ex-secretário Amauri Monge esteve aqui tentando explicar. Então eu tomei essa decisão porque entendi que o assunto merece atenção”, disse.

A condição de vice-líder do prefeito Abílio Brunini também foi alvo de questionamentos, especialmente sobre uma possível falta de imparcialidade em uma investigação envolvendo a gestão municipal. Demilson reagiu à indagação e defendeu sua postura.

“Se eu estou propondo uma investigação e você fala que ela é tão séria, está insinuando que eu não sou sério? Ser da base não me traz cegueira, não me faz um homem submisso. Eu sou um operador sério”, afirmou.

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Durante a entrevista, o parlamentar também negou ter recebido qualquer orientação direta do prefeito para protocolar o pedido de CPI. Segundo ele, a relação com Abílio Brunini ocorre de maneira institucional e rotineira desde o convite para assumir a vice-liderança do Executivo na Câmara.

“O prefeito conversa comigo com rotina há dias. Houve um convite para que eu viesse atuar aqui na Casa como vice-líder e isso foi corroborado por outros colegas vereadores que entenderam que eu deveria assumir essa função para auxiliar a gestão”, explicou.

 

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