O deputado estadual Júlio Campos (União) defendeu nesta quarta-feira (13), a exoneração do ex-deputado e influenciador digital Ulysses Moraes do cargo comissionado que ocupa na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). A declaração foi feita após questionamentos sobre a frequência do servidor ao trabalho e o cumprimento das funções atribuídas ao cargo de superintendente de Controle Interno de Fiscalização Financeira e Contábil da Casa, função que possui salário bruto de aproximadamente R$ 19 mil.
Segundo Júlio, a atuação de Ulysses deveria ocorrer de forma interna e presencial, já que a natureza do cargo exige acompanhamento direto das atividades administrativas e financeiras do Parlamento estadual. O deputado afirmou já ter levado a situação ao presidente da Assembleia, Max Russi (Podemos), cobrando uma posição da Mesa Diretora diante das denúncias de ausência frequente.
“Ele não está lotado em funções externas. A função dele deveria ser interna, exercendo a supervisão interna da Assembleia. Ontem mesmo já conversei com o presidente Max para cobrar uma posição da Mesa Diretora em relação a essa situação, de determinados servidores que recebem um salário razoavelmente bom e não estão cumprindo sua função”, declarou.
Júlio ainda afirmou que, no início da nomeação, Ulysses Moraes costumava comparecer à Assembleia em alguns dias da semana, especialmente às quartas-feiras, mas que, com o passar do tempo, teria deixado de frequentar o local regularmente.
“Antigamente ele até passava por aqui às quartas-feiras, em alguns dias da semana ele estava presente, mas com o tempo desapareceu por completo. E, se for investigar, tem muito mais gente aqui na Assembleia que lamentavelmente também gosta dessas prerrogativas ilegais e imorais”, criticou o parlamentar.
Questionado se defenderia a exoneração do ex-deputado, Júlio Campos foi direto ao responder que, se estivesse na presidência do Legislativo estadual, tomaria a medida imediatamente.
“Olha, se eu fosse o presidente, com certeza exonerava”, afirmou.

















