O deputado estadual Wilson Santos (PSD), criticou a demora na conclusão das obras de mobilidade urbana em Cuiabá e afirmou que a Capital não recebe grandes intervenções estruturantes desde a época em que comandou a Prefeitura. Em entrevista na Rádio Capital, o parlamentar citou o impasse envolvendo o BRT e o antigo VLT como exemplos da dificuldade do poder público em concluir projetos de grande porte na cidade.
Ao comentar sobre as obras que seguem inacabadas, Wilson relembrou realizações de sua gestão e afirmou que foi o último prefeito a entregar projetos de grande impacto para a população cuiabana.
“Não querendo falar, mas eu fui o último prefeito que realizou grandes obras em Cuiabá, nenhum outro prefeito governante fez. Eu fiz a Avenida das Torres, que entreguei a primeira etapa em agosto de 2008 e a segunda em março de 2010. Foi a ETA Tijucal que colocou ponto final à falta d’água em Cuiabá. As grandes obras estruturantes, as últimas, foram feitas na gestão do prefeito Wilson Santos”, declarou nesta segunda-feira (11).
O deputado também criticou o andamento das obras do BRT, que substituiu o projeto do VLT em Mato Grosso. Segundo ele, o modal ainda não conseguiu sair do papel de forma efetiva e sequer há definição completa para alguns trechos previstos.
“De lá para cá você não lembra mais nenhuma grande obra estruturante entregue em Cuiabá. O VLT foi enterrado, o BRT não conseguem fazer nem a primeira perna. Tem que lembrar que o BRT também vai para a Fernando Corrêa e parece-me que sobre a Fernando Corrêa sequer existe um projeto”, afirmou.
Questionado sobre a aprovação da mudança do modal pela Assembleia Legislativa, Wilson explicou que não participou da votação, mas reconheceu que existia um projeto inicial para o BRT. Segundo ele, as alterações posteriores e problemas na execução acabaram comprometendo a continuidade da obra.
“Eu não estava lá, mas tinha projeto. Depois foi feita uma licitação chamada RDC, que devolve a obrigação de fazer o projeto básico executivo. Ele não conseguiu terminar, foi embora, vieram outras empresas. Enfim, eu acho que foi um erro ter enterrado o VLT. Ele já tinha 55% pronto, os trens estavam aí”, disse.
O parlamentar ainda lembrou que os vagões adquiridos para o VLT foram vendidos para Salvador, onde, segundo ele, já estariam em funcionamento após passarem por reformas e modernização.
“Os trens já foram para Salvador, chegaram lá, foram reformados, atualizados e já está inaugurado o VLT de Salvador. Aqui eles chegaram por volta de 2013, ficaram mais ou menos 12 anos parados em Várzea Grande e nós não conseguimos fazer funcionar o VLT. Saímos do VLT, fomos para o BRT e também não conseguimos ainda pôr para funcionar”, completou.
















