CUIABÁ
Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.
CUIABÁ
Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.
Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.
Slide anterior
Próximo slide
DISCUSSÃO POR TERRITÓRIO

No STF, Pivetta propõe compensação do Pará por serviços prestados a moradores da região de fronteira

A proposta foi apresentada ao ministro Flávio Dino, relator da ação que discute os limites territoriais entre Mato Grosso e Pará

publicidade

Slide anterior
Próximo slide

O governado de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), defendeu nesta quarta-feira (10), durante audiência de conciliação no Supremo Tribunal Federal (STF), a criação de um mecanismo de compensação financeira para que o Pará ressarça Mato Grosso pelos serviços públicos oferecidos a moradores paraenses que vivem na região de fronteira entre os dois estados.

A proposta foi apresentada ao ministro Flávio Dino, relator da ação que discute os limites territoriais entre Mato Grosso e Pará. Segundo Pivetta, mesmo após a definição da área como território paraense, milhares de moradores continuam dependendo da estrutura pública mantida por municípios mato-grossenses.

“Que a gente quantifique, precifique esses serviços e crie uma política de relacionamento estável, amiga, cordial e necessária para a vida dessas pessoas que moram nessa região toda”, afirmou.

O governador argumentou que a formalização de um acordo entre os estados garantiria segurança jurídica aos prefeitos e gestores públicos que atualmente atendem moradores do Pará com recursos de Mato Grosso.

Segundo ele, muitos administradores acabam sendo questionados pelos órgãos de controle ao utilizar equipamentos e estruturas públicas para atender populações que vivem fora dos limites territoriais do estado.

Leia Também:  "Tenho obrigação de fiscalizar", diz Ilde Taques ao defender apuração

“Diminuir também o sofrimento e a exposição dos gestores municipais desses municípios que, como relatou aqui o prefeito de Paranaíta, sofrem inclusive improbidade por muitas vezes colocar uma máquina ou colocar uma ambulância ou atender qualquer que seja a irmã ou irmão brasileiro que precisem do socorro e precisam do serviço público”, declarou.

Durante a audiência, Flávio Dino questionou se já existia algum acordo de compensação entre os estados. Pivetta respondeu que nunca houve uma iniciativa formal nesse sentido e defendeu a construção de um pacto institucional.

“A minha proposta é essa: um acordo de colaboração entre os estados que dê legalidade a esses prefeitos e ao Estado de Mato Grosso para atender esse público e precificar isso para que, nesse termo de colaboração, o Estado do Pará possa ressarcir Mato Grosso pelo que Mato Grosso vai fazer”, disse.

Prefeito relata gastos milionários

A discussão foi reforçada pelo prefeito de Paranaíta, Osmar Mandacaru (União Brasil), que relatou os custos assumidos pelo município para garantir atendimento a moradores da área em disputa.

Segundo ele, a prefeitura vem arcando há anos com despesas de saúde, transporte e assistência destinadas a cidadãos residentes em território atualmente reconhecido como paraense.

Leia Também:  Tornozelado morre após confronto com a PM ao sacar espingarda durante abordagem em Primavera do Leste

Em razão desses gastos, o município ingressou com ação judicial cobrando cerca de R$ 29 milhões em ressarcimento pelos serviços prestados ao longo dos anos.

Diante do relato, Flávio Dino determinou que as procuradorias dos dois estados apresentem ao Supremo todas as ações judiciais relacionadas a pedidos de compensação financeira envolvendo a região.

Disputa segue sem consenso

A audiência faz parte da tentativa de conciliação conduzida pelo STF para solucionar a disputa envolvendo aproximadamente 22 mil quilômetros quadrados na divisa entre Mato Grosso e Pará.

Durante o encontro, a governadora em exercício do Pará, Hana Ghassan (MDB), sinalizou que o estado não pretende abrir mão da área atualmente reconhecida pela Corte como território paraense.

Já Pivetta voltou a defender que, caso não haja consenso entre os governos, a população diretamente afetada seja consultada por meio de um plebiscito para decidir a qual estado deseja pertencer.

O processo segue sob condução do STF, que busca uma solução capaz de reduzir os impactos administrativos, econômicos e sociais enfrentados pelos moradores da região de fronteira.

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade