O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (Podemos), afirmou que dará andamento ao pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o caso envolvendo a Oi caso o requerimento alcance o número necessário de assinaturas. Apesar disso, o parlamentar avalia que a instalação da comissão, a cerca de 30 dias das eleições, teria pouco impacto diante das investigações que já foram realizadas sobre o caso.
Segundo Russi, a definição sobre a abertura da CPI não dependerá de uma decisão política da presidência da Casa. Caso o requerimento seja apresentado com as assinaturas exigidas, o processo seguirá os trâmites regimentais.
“Se chegar com assinaturas, eu vou tocar o processo”, afirmou.
O presidente, no entanto, demonstrou cautela quanto à possibilidade de o requerimento avançar imediatamente, considerando o calendário eleitoral. “Eu não acredito que chegue agora, porque nós estamos há 30 dias da eleição”, disse.
Para Russi, o fato de o caso já ter sido alvo de operação e de outras apurações reduz o potencial de uma nova comissão provocar mudanças significativas nas investigações.
“Você abrir uma CPI hoje ou abrir daqui 30 dias, particularmente num assunto que já foi, que teve operação, que já teve todo esse debate aí, não é algo que vai mudar o trabalho ou as investigações”, declarou.
Apesar da avaliação, Russi reforçou que, caso o requerimento seja formalizado com as assinaturas necessárias, a Assembleia dará prosseguimento à tramitação, independentemente do momento em que isso ocorrer.
A possível CPI do caso Oi está entre os pedidos que aguardam avanço na Assembleia, que também possui outras propostas de comissões parlamentares em discussão. O cenário ocorre em meio à proximidade das eleições de outubro e à redução das atividades presenciais do Legislativo durante o período eleitoral.


















