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“É DINHEIRO EMPRESTADO”

Mauro Mendes rebate debate sobre BNDES e diz que financiamento não representa “mérito político”

O ex-governador também reforçou que o projeto segue um contrato firmado com o Estado, que prevê a ampliação dos trilhos até Cuiabá e posteriormente até Lucas do Rio Verde

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Durante a inauguração do primeiro trecho da Ferrovia Estadual de Mato Grosso, o ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) rebatou as discussões sobre a participação do governo federal no financiamento da obra e afirmou que os recursos obtidos junto ao BNDES não configuram “mérito político”, já que se tratam de operações de crédito que serão integralmente pagas pelo Estado e pela concessionária.

Segundo Mauro , embora o banco público tenha papel relevante no financiamento de grandes projetos de infraestrutura, o dinheiro emprestado não representa aporte gratuito nem decisão política de execução da obra.

“O banco financiador tem sua importância, claro que tem, mas tudo que é financiado vai ser pago com juros, correção monetária. Isso não é mérito político de ninguém. É dinheiro emprestado que vai ser pago”, afirmou.

Mendes destacou ainda que a estruturação financeira da ferrovia foi viabilizada dentro de um modelo de concessão e crédito, no qual a iniciativa privada assume a execução e o retorno dos investimentos ocorre ao longo do tempo.

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A Ferrovia Estadual, executada pela concessionária Rumo Logística, teve o primeiro trecho inaugurado neste sábado (20), ligando Rondonópolis ao terminal ferroviário de Dom Aquino, com 162 quilômetros de extensão.

O ex-governador também reforçou que o projeto segue um contrato firmado com o Estado, que prevê a ampliação dos trilhos até Cuiabá e posteriormente até Lucas do Rio Verde.

“Isso está no contrato. O que vale para o governo de Mato Grosso é o contrato assinado”, afirmou.

Mauro ainda destacou que divergências políticas não devem interferir no andamento das obras e defendeu a manutenção do diálogo entre diferentes lideranças presentes na solenidade.

Ele ressaltou que a inauguração da ferrovia deve ser tratada como uma entrega de caráter técnico e coletivo, envolvendo diferentes agentes públicos e privados ao longo do processo de viabilização do empreendimento.

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