O ex-governador de Mato Grosso e candidato ao Senado, Mauro Mendes (União), afirmou que não se arrepende de ter rompido politicamente com figuras como o ex-prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro, o ex-governador Pedro Taques e o senador Carlos Fávaro, a quem associou aos “piores” gestores que passaram pelo Estado. As declarações foram dadas ao comentar tanto a divisão interna no União Brasil quanto sua decisão de apoiar Otaviano Pivetta (Republicanos) ao governo, em vez da candidatura do senador Jayme Campos, correligionário da própria legenda.
Ao justificar o apoio a Pivetta no Programa A Notícia de Frente, Mauro disse que comunicou sua posição a Jayme Campos ainda no ano passado e argumentou que a decisão final coube ao partido durante a convenção estadual.
“Eu disse ao Jayme que ia apoiar o Otaviano Pivetta, eu, Mauro Mendes, e que o partido ia decidir. Quem decidiu no voto não foi o Mauro Mendes, ele perdeu por 30 a 19. Eu fui apenas um voto desses 30. Isso chama-se democracia partidária”, disse na manhã desta segunda-feira (31).
Segundo ele, o resultado da convenção deve ser respeitado e reflete a posição majoritária da legenda. Mauro afirmou ainda que a maior parte dos prefeitos do União Brasil aderiu à campanha de Pivetta após a votação.
“Os prefeitos do União Brasil todos estão apoiando o Pivetta agora. A maioria absoluta do partido está seguindo o resultado democrático das votações na convenção.”
Questionado sobre sucessivas rupturas com antigos aliados, Mauro respondeu que considera motivo de orgulho não estar mais ao lado de Emanuel Pinheiro, Pedro Taques e Carlos Fávaro.
“Que orgulho eu tenho de ter rompido com o Emanuel Pinheiro. Ele foi um dos piores prefeitos da história de Cuiabá. Pedro Taques foi um dos piores governadores. E o Carlos Fávaro não fui eu que rompi com ele; ele foi eleito no campo que eu estava e depois mudou para o campo do PT.”
Ao criticar Pedro Taques, o ex-governador afirmou que a gestão anterior deixou servidores sem pagamento, fornecedores sem receber e um cenário de dificuldades na saúde pública. Já sobre Emanuel Pinheiro, voltou a mencionar problemas administrativos e casos de corrupção envolvendo a antiga gestão municipal.
Apesar dos embates com antigos aliados, Mauro disse que sua trajetória sempre esteve alinhada aos interesses da população mato-grossense e citou a alta aprovação de sua administração como principal respaldo político.
“Eu nunca deixei de caminhar ao lado do povo de Mato Grosso. A maior prova disso é a aprovação que o nosso governo teve, chegando perto de 80%. Eu me orgulho muito dessa trajetória e, principalmente, dos resultados positivos.”
O candidato também destacou obras realizadas durante sua gestão, como a retomada de hospitais públicos que estavam paralisados há décadas, afirmando que prefere ser reconhecido pelas entregas administrativas do que por manter alianças políticas.

















