O ex-governador de Mato Grosso, Mauro MendeS (União) revelou nesta quarta-feira (15), que a sua pré-campanha ao Senado terá um discurso centrado na defesa de reformas estruturais na administração pública e no resgate de sua gestão à frente do Estado.
Em entrevista em Brasília, o ex-governador destacou o período em que comandou Mato Grosso como base de sua narrativa eleitoral, ressaltando medidas que, segundo ele, foram decisivas para a recuperação fiscal do Estado.
“Eu estive a honra de poder ajudar o Estado de Mato Grosso nos últimos 7 anos e 3 meses. Ao longo desse período, adotamos medidas bastante assertivas, mas no início consideradas muito duras. Duras porque, quando você faz a coisa correta, você sempre enfrenta lobbies de interesse, interesses individuais que não podem se sobrepor ao interesse coletivo”, afirmou.
Mendes explicou que, apesar das resistências iniciais, as ações implementadas resultaram na reestruturação das contas públicas e na retomada da capacidade de investimento.
“Conseguimos implementar essas medidas, o Estado de Mato Grosso recuperou-se fiscalmente depois de uma crise sem precedente, que atrasou salários e comprometeu toda a cadeia de fornecedores. Com isso, conseguimos fazer grandes investimentos e entregar resultados à população”, disse.
Agora, com foco no Congresso Nacional, o ex-governador defende uma atuação voltada à revisão do arcabouço legal que rege a administração pública brasileira. Segundo ele, o país enfrenta riscos estruturais caso não haja mudanças profundas.
“Pretendo dar uma contribuição no Senado, junto com todos os parlamentares, para uma ampla e profunda revisão absolutamente necessária no arcabouço legal que normatiza a administração pública do nosso país. Se não fizermos isso, estaremos colaborando para o colapso do país, diante das fragilidades que vêm se acumulando ao longo dos anos”, alertou.
Questionado sobre a prioridade de sua eventual atuação parlamentar, Mauro evitou restringir o debate apenas à pauta econômica e ampliou o escopo de sua proposta.
“O grande foco será tornar a administração pública mais eficiente. Quando você fala em eficiência, isso vale para tudo, porque a ineficiência tem causado alguns dos graves problemas do Brasil”, afirmou.
Como exemplo, ele citou o volume de processos no Judiciário e obras públicas paralisadas.
“O Judiciário está atolado com mais de 80 milhões de processos porque existe um modelo pouco eficiente. Não é crível que um traficante chegue até o Supremo para decidir se será solto. Se temos mais de 10 mil obras federais paralisadas, há algo errado nesse modelo de contratação”, criticou.


















