A realidade enfrentada por profissionais da saúde em Várzea Grande e Cuiabá tem gerado indignação dentro e fora do meio político. Em unidades como UPAs, policlínicas e prontos-socorros, trabalhadores relatam condições degradantes de descanso, sendo obrigados a dormir no chão, em colchões improvisados e, em alguns casos, rasgados. A falta de estrutura chega ao ponto de servidores precisarem levar água de casa para consumo durante os plantões.
Diante do cenário, o deputado estadual Dejamir Soares apresentou, durante a sessão desta quarta-feira (29), uma indicação na Assembleia Legislativa cobrando providências imediatas do poder público.
O parlamentar solicita a aquisição de itens básicos como beliches, colchões adequados, bebedouros e ar-condicionado para garantir o mínimo de dignidade aos profissionais.
“É inadmissível que trabalhadores da saúde, que estão salvando vidas diariamente, tenham que dormir no chão, sem uma cama, sem estrutura mínima de descanso. Estamos falando de pessoas que sustentam o sistema de saúde funcionando”, afirmou o deputado.
Segundo Dejamir, a situação é ainda mais grave pela ausência de itens essenciais nas unidades. “Tem profissional levando água de casa em garrafa porque não tem bebedouro com água gelada nas unidades. Isso é desumano. Nem o básico está sendo garantido”, criticou.
A indicação apresentada pelo parlamentar abrange trabalhadores do pronto-socorro municipal, além das UPAs e policlínicas tanto de Cuiabá quanto de Várzea Grande. A proposta é que o poder público faça a compra emergencial dos equipamentos e mobiliários necessários para assegurar condições adequadas de repouso.
“Existe legislação federal que garante o direito ao descanso desses profissionais. O que falta é cumprir. Quem precisar de atendimento vai encontrar esses trabalhadores na linha de frente. Mas a pergunta é: em que condições eles estão vivendo dentro dessas unidades?”, questionou.
O deputado ainda reforçou que a medida não é apenas uma questão de conforto, mas de respeito e valorização. “Valorizar quem salva vidas não é discurso, é ação. E o mínimo que podemos fazer é garantir dignidade para esses profissionais”, completou.


















