O ato “Acorda, Brasil”, realizado neste domingo (1) em Mato Grosso, virou palco para a direita exibir unidade e, ao mesmo tempo, testar arranjos para 2026. O encontro teve discursos alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro e ao senador Flávio Bolsonaro.
Entre as lideranças presentes, o senador Wellington Fagundes (PL), pré-candidato ao Governo do Estado, dividiu o palco com aliados e reforçou a necessidade de convergência no campo conservador.
No meio desse roteiro, Wellington fez o movimento mais revelador do dia: puxou Antonio Galvan para perto, elogiou publicamente e deixou claro que quer o produtor rural dentro do “projeto”.
O flerte tem motivo
“O Galvan engrandece esse projeto”, disse Wellington, ao defender que o setor produtivo tenha representação direta na chapa majoritária. Na prática, foi um recado de porta aberta, com cara de convite e tom de “vem pra cá”.
E não é só simpatia. Galvan mostrou peso nas urnas em 2022, quando disputou o Senado e ficou em segundo lugar em Mato Grosso, com 337.003 votos, o equivalente a 25,95% dos votos válidos. À frente dele, só o próprio Wellington, eleito com 825.229 votos (63%).
Bastidores do ‘vem, mas vem do meu jeito’
Nos bastidores, corre que Wellington gostaria de encaixar Galvan em uma composição alternativa, como suplente da nora, Janaina Riva, ou como candidato a deputado federal. A leitura é simples: manter Galvan orbitando o grupo, com espaço e palanque, mas sem virar um adversário direto na briga principal.
Só que Galvan, ainda sem partido, sabe o tamanho da força que tem na ala bolsonarista e quer ser candidato ao Senado. Por isso, o “namoro” mostrado no palco também carrega um teste: até onde vai o espaço que Wellington oferece e até onde Galvan aceita sem abrir mão do que quer.


















