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EXECUTIVO X LEGISLATIVO

Abilio reage a derrota na Câmara e diz que vereadores “prejudicaram a população” ao reprovar LDO

Segundo Abilio, a falta de apoio no Legislativo interfere no planejamento de políticas públicas previstas no documento, que estabelece diretrizes para áreas como saúde, atendimento a pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), saúde da mulher e do idoso.

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O prefeito Abilio Brunini (PL) não poupou criticas aos vereadores, após mais uma derrota no Legislativo cuiabano. Com apenas 12 votos favoráveis, sendo necessários 14 votos para quorúm de aprovação, foi reprovado o  relatório da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027.

O chefe do Executivo afirmou que a decisão do parlamento prejudica diretamente a população e não a administração dele.

Segundo Abilio, a falta de apoio no Legislativo interfere no planejamento de políticas públicas previstas no documento, que estabelece diretrizes para áreas como saúde, atendimento a pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), saúde da mulher e do idoso.

“Atrapalha sim. A base está desse jeito, o número de votos na Câmara desse jeito atrapalha. Não atrapalha o prefeito, eu sou gestor da cidade. Atrapalha a cidade.”

O prefeito afirmou que os vereadores tinham alternativas durante a tramitação da proposta, como apresentar emendas para alterar, incluir ou retirar pontos do texto, mas optaram pela rejeição do relatório.

“Eles poderiam colocar emenda de várias coisas, dentro do prazo legal. Eles têm instrumentos para isso. Eles optaram por deixar a cidade sem diretriz orçamentária.”

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Abilio classificou a decisão do Legislativo como um erro e afirmou que a população será a principal afetada.

“Eu acho que foi um grande erro do Legislativo, porque não prejudica o prefeito Abilio, prejudica eles mesmos em relação à população.”

Questionado se, como gestor, não deveria buscar uma articulação para evitar prejuízos ao município, o prefeito afirmou que sua responsabilidade é encaminhar a proposta ao Legislativo, mas que não pretende ceder a interesses políticos para garantir aprovação.

“Meu dever é mandar para a Câmara Municipal. Meu dever não é ceder à pressão política deles.”

Abilio também afirmou que não tem obrigação de apoiar nomes ou acordos relacionados à eleição da Mesa Diretora da Câmara em troca de aprovação de projetos do Executivo.

“Eu não tenho obrigação nenhuma de chegar aqui e falar: para aprovar eu concordo que seja fulano. Minha obrigação é mandar para cá. Eles não querem? Vida que segue.”

A declaração ocorre em meio ao ambiente de tensão entre o Executivo e parte dos vereadores, marcado também pela disputa pela presidência da Mesa Diretora da Câmara, que tem dividido a base governista.

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