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CASO LAVIGNIA GABRIELLY

Vereador é apontado como responsável por ajudar executor de jovem a fugir após crime em Poxoréu

Segundo a Polícia Civil, Túlio César sabia que Lavínia Gabriele seria assassinada e buscou o atirador após a execução para retirá-lo da cidade

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O vereador de Poxoréu Túlio César (Republicanos) é apontado pela Polícia Civil como responsável por ajudar na fuga do criminoso que matou Lavínia Gabriele Guimarães Coutinho, de 20 anos, dentro de uma boate do município, em maio deste ano. A participação do parlamentar foi detalhada pelo delegado Honório Neto durante entrevista coletiva nesta quinta-feira (13).

Segundo a investigação, Túlio teria atuado na logística montada para retirar o executor da cidade logo após o homicídio. A polícia afirma que o vereador tinha conhecimento de que Lavínia seria assassinada, assim como da motivação para o crime.

Após atirar contra a jovem, o executor fugiu inicialmente em uma motocicleta. O veículo foi abandonado em uma estrada vicinal e o criminoso continuou o trajeto a pé até chegar ao ponto onde teria recebido auxílio.

De acordo com o delegado, Túlio aguardou a confirmação de que o assassinato havia sido cometido. Depois de receber ligações e mensagens, teria ido até o local onde o executor estava escondido, buscado o criminoso e o levado para fora de Poxoréu.

“Ele aderiu à conduta dessa organização criminosa com plena consciência de que haveria um homicídio e de qual seria a motivação desse homicídio”, afirmou Honório Neto.

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A investigação também identificou a utilização de um carro durante a fuga. O veículo ainda não havia sido localizado. O executor do homicídio também continuava sendo procurado pela polícia.

Tribunal do crime

Conforme a Polícia Civil, Lavínia tinha convivência com integrantes do Comando Vermelho e passou a ser acusada pela própria facção de fornecer informações sobre o tráfico de drogas às forças de segurança.

A jovem era filha de policial militar e também auxiliava a mãe, que prestava serviços no quartel da Polícia Militar. A proximidade com integrantes das forças de segurança teria alimentado as suspeitas da organização criminosa.

A partir disso, lideranças da facção teriam submetido Lavínia a um “tribunal do crime” e determinado que ela fosse executada em público.

As investigações também apontaram que uma adolescente que estava com Lavínia no momento do assassinato teria conhecimento prévio do plano. A menor teria recebido uma chamada de vídeo de uma pessoa que estava presa e permanecido ao lado da vítima para evitar que ela desconfiasse da execução.

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Para a Polícia Civil, os elementos reunidos durante a investigação mostram que o assassinato foi previamente planejado e contou com divisão de tarefas entre diferentes envolvidos, desde a preparação da execução até a fuga do atirador.

Fonte: Olhar Direto.

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