Simon Antônio Sanchez Barcelo foi denunciado à Polícia Civil após receber R$ 15,6 mil pela execução de duas obras, deixar cerca de oito trabalhadores sem pagamento e desaparecer de Cuiabá. O caso foi registrado no dia 30 de agosto como estelionato.
Segundo o boletim de ocorrência, um homem de 32 anos contratou Simon para ficar responsável pelas duas obras. O pagamento seria realizado a cada 15 dias, conforme a medição dos serviços executados.
Para realizar os trabalhos, Simon teria contratado aproximadamente oito pessoas. Após os primeiros 15 dias, o dono das obras fez a medição e transferiu R$ 15,6 mil ao responsável pela equipe, às 14h49 do dia 28 de agosto.
Dias depois, cerca de seis trabalhadores procuraram o contratante para perguntar se Simon já havia recebido o dinheiro. Eles afirmaram que trabalharam durante todo o período, mas não receberam os valores combinados.
O homem mostrou o comprovante bancário aos trabalhadores e explicou que o pagamento havia sido feito diretamente a Simon. A situação também causou problemas ao proprietário, que passou a ser procurado pelos funcionários em busca dos salários.
Ao ser cobrado, Simon alegou inicialmente que sua conta bancária havia sido bloqueada por 72 horas. Ele afirmou que o suposto bloqueio o impedia de transferir o dinheiro aos trabalhadores.
Para esclarecer a situação, o contratante pediu que Simon apresentasse alguma comprovação do bloqueio bancário. Depois dessa solicitação, o responsável pelas obras teria parado de responder às mensagens e atender às ligações.
NÃO ESTÁ MAIS NO BRASIL
Em uma conversa pelo WhatsApp, uma pessoa conseguiu entrar em contato com Simon e perguntou se ele pretendia resolver a situação. O homem respondeu que não estava mais no Brasil e acrescentou que a esposa não estava com ele.
Antes do desaparecimento, trabalhadores já haviam relatado que Simon comentava sobre a intenção de retornar à Venezuela. A mensagem reforçou a suspeita de que ele tenha deixado o país após receber o dinheiro.
O contratante entregou à polícia o comprovante da transferência de R$ 15,6 mil, conversas pelo WhatsApp, registros das cobranças, documentos relacionados às obras e os contatos dos trabalhadores prejudicados.
A Polícia Civil deverá investigar o destino do dinheiro, a falta de pagamento dos funcionários e as circunstâncias em que Simon deixou Cuiabá. Até o momento, não há informação sobre prisão ou manifestação da defesa do suspeito.






















