José Roberto Ribeiro e Geraldo Henrique Costa Neto são os empresários presos preventivamente pela Polícia Federal nesta sexta-feira (28), durante a Operação Arcanjo. Eles são investigados por envolvimento em um esquema de compra e venda de ouro de origem ilegal.
As prisões ocorreram em Cuiabá. A operação também cumpriu 22 mandados de busca e apreensão em endereços localizados na capital, em Várzea Grande, Poconé, Campo Grande (MS) e São José do Rio Preto (SP).
Durante as diligências, os agentes apreenderam joias e outros materiais que serão submetidos à análise. O conteúdo recolhido poderá ajudar a esclarecer a origem do minério e a participação de cada investigado.
Segundo a Polícia Federal, aproximadamente 17,3 quilos de ouro teriam sido negociados pelo grupo. As movimentações financeiras relacionadas às operações investigadas ultrapassaram R$ 5,2 milhões.
A investigação aponta que o ouro saía da região de Poconé e era encaminhado para São José do Rio Preto. Na cidade paulista, o minério seria recebido e armazenado em um estabelecimento utilizado para custódia e comercialização.
O levantamento financeiro revelou uma rede formada por fornecedores, intermediários, operadores financeiros, transportadores e compradores. A PF também identificou possíveis mecanismos destinados a esconder a origem e o destino dos recursos movimentados.
Os investigados poderão responder, conforme a participação de cada um, por usurpação de matéria-prima pertencente à União, lavagem de dinheiro e associação criminosa.
A Polícia Federal continua as investigações para identificar outros envolvidos, rastrear o caminho do ouro e esclarecer como os valores obtidos com o comércio ilegal teriam sido ocultados.



















