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ALVO DE OPERAÇÃO

Rhavenna tinha calcinha com apelido de fundador do CV e tatuou inicial no bumbum

Investigada mantinha relações com dois líderes da facção, recebia joias e carro e usava projeto religioso para entrar em presídios de MT

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Rhavenna Barcelos de Almeida tatuou a inicial de Renildo Silva Rios, conhecido como “Velhote”, e mantinha uma calcinha personalizada com o apelido do criminoso. Os elementos foram identificados pela Polícia Civil na investigação da Operação Fariseus.

Apontado como um dos fundadores do Comando Vermelho em Mato Grosso, Renildo está preso há mais de 20 anos na Penitenciária Central do Estado, em Cuiabá. Segundo o inquérito, ele e Rhavenna mantinham um relacionamento amoroso.

Mesmo dentro da prisão, “Velhote” teria enviado presentes para a investigada, entre eles joias e um veículo. Conversas analisadas pelos policiais indicam que Rhavenna conhecia a posição ocupada por ele na organização criminosa.

A investigação também aponta que ela teve um relacionamento com Jonas Souza Gonçalves Júnior, conhecido como “Batman”, outra liderança do Comando Vermelho. Foragido desde 2024, ele teria fugido para o Rio de Janeiro após romper a tornozeleira eletrônica.

Rhavenna é filha dos pastores Nivaldo de Almeida e Orminda Carlos de Barcelos Almeida. A família participava do projeto religioso “Resgatando Vidas”, que realizava visitas e prestava assistência espiritual a detentos.

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Segundo a Polícia Civil, o projeto teria sido usado como caminho para entrar em unidades prisionais e manter contato com integrantes da facção. Os investigados são acusados de levar recados entre criminosos presos e pessoas que estavam em liberdade, além de prestar apoio financeiro e logístico ao grupo.

As investigações começaram após uma denúncia anônima apontar que integrantes de uma mesma família utilizavam ações religiosas para beneficiar presos ligados ao Comando Vermelho.

A polícia também afirma que Rhavenna fazia viagens frequentes ao Rio de Janeiro e entrava em comunidades dominadas pela facção. Fotografias e vídeos apreendidos mostrariam a investigada próxima a criminosos armados e integrantes da cúpula do grupo.

Nas redes sociais, ela se apresentava como missionária e designer de sobrancelhas. Rhavenna também era proprietária do salão de beleza “Mis Amores”, em Cuiabá. Conforme a investigação, o padrão de vida apresentado por ela não correspondia à renda declarada.

A Polícia Civil apurou ainda que uma cirurgia plástica de Rhavenna teria sido paga por uma liderança da facção. Contas bancárias de familiares também teriam sido utilizadas para movimentar e esconder dinheiro de origem criminosa.

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Rhavenna foi presa preventivamente em 16 de julho, quando a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais. Na casa dela, foram apreendidos um carro, uma motocicleta, dinheiro e um telefone celular.

Ela foi indiciada por organização criminosa e lavagem de dinheiro. O Ministério Público denunciou Rhavenna e outros investigados pelos mesmos crimes. As acusações ainda serão analisadas pela Justiça.

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