A investigação da Operação Fariseus aponta que integrantes do grupo “As Faixa Rosa Evangélica”, ligado ao projeto religioso “Resgatando Vidas”, mantinham relações pessoais e amorosas com presos e integrantes do Comando Vermelho (CV) dentro e fora da Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá.
O grupo era administrado por Rhavenna Barcelos de Almeida e tinha entre as integrantes Wiara Lima Cadore, Karolina Lopes Padilha, Jéssi Mariane Araujo dos Anjos, Lais Barbosa Lopes e Lo Rhuama Barcelos de Almeida Gobbi. Segundo o relatório, as mulheres mantinham contatos com lideranças, presos, foragidos e “soldados” da facção.
As conversas analisadas pela Polícia Civil apontam relacionamentos amorosos e sexuais, visitas direcionadas a presos específicos, troca de presentes, pagamento de despesas e intermediação de favores. Entre os nomes citados estão Renildo Silva Rios, o “Velhote”, Pedro “Pedrinho”, Leonardo de Jesus, o “Buchudo”, e Jonas Souza Gonçalves Júnior, o “Batman”.
Em uma das conversas, Wiara escreveu “Adora um bandido né Mari”, enquanto Karolina respondeu que preferia “um que na PCE” e afirmou: “Não basta ser bandido tem que ser preso”.
A investigação também aponta benefícios financeiros. Karolina afirmou que “Léo vai pagar minha parte”, em referência, segundo os investigadores, a Leonardo de Jesus. Em outra conversa, Wiara mencionou Renildo e Pedrinho e afirmou que eles “vai pagar tudo”.
Além das “Faixa Rosa”, a investigação alcançou Rhavenna, os pais dela, Nivaldo de Almeida e Orminda Carlos Barcelos Almeida, além de Rhuan, Anatany, Jéssi, Karolina, Wiara e Lais. Rhavenna, Orminda e outros envolvidos foram alvos de medidas judiciais e investigações relacionadas a organização criminosa e lavagem de dinheiro.



















