Um irmão do engenheiro agrônomo Daniel Bennemann Frasson registrou um boletim de ocorrência contra o advogado Rodrigo Pouso Miranda após a divulgação de vídeos ligados ao assassinato da empresária Gleici Keli Geraldo, em Lucas do Rio Verde (354 km de Cuiabá).
Daniel é acusado de matar a esposa e ferir a filha do casal, que tinha sete anos na época. O processo tramita sob segredo de Justiça, e o familiar sustenta que a exposição das imagens pode violar o sigilo do caso.
A ocorrência teria sido registrada na noite de domingo (6). O comunicante, cuja identidade não foi revelada, declarou ser curador de Daniel e pediu a retirada dos vídeos, além da apuração de possíveis responsabilidades nas esferas cível e criminal.
As gravações divulgadas mostram momentos registrados pelas câmeras de segurança da casa onde o crime aconteceu. Parte do conteúdo também envolve Daniel, a criança sobrevivente e outros familiares.
O registro policial foi revelado pelo próprio Rodrigo Pouso nas redes sociais. Ao comentar o caso, o advogado indicou que pretende publicar novas imagens.
“Então registraram B.O., né? Amanhã tem mais vídeo! Aguardem”, escreveu.
Rodrigo Pouso, que representa familiares de Gleici, contestou a acusação. Segundo ele, as gravações ainda não foram incluídas no processo e, por isso, não estariam submetidas ao segredo de Justiça.
“Esse vídeo não está relacionado com processo nenhum. Esse vídeo não tem sigilo. Esse vídeo é de propriedade, inclusive, das filhas da vítima”, afirmou.
O advogado também declarou que pretende apresentar as imagens no Tribunal do Júri. Ele criticou ainda a menção à filha do casal no boletim, uma vez que a criança, sobrevivente do ataque, também seria representada por ele.
“Vou juntar esses vídeos para serem usados no Tribunal do Júri. Aí, sim. Por enquanto, os vídeos não estão no processo”, declarou.
O caso
Gleici Keli Geraldo, de 42 anos, foi assassinada com 21 golpes de faca em 24 de junho de 2025. Segundo a investigação, Daniel também atacou a filha do casal, que sobreviveu.
Daniel permanece internado em uma unidade de atendimento psicossocial de Cuiabá. O caso deverá ser submetido ao Tribunal do Júri.





















