Uma suspeita de furto de cartelas de chiclete terminou com um idoso de 68 anos ferido e uma funcionária do Comper levada à Central de Flagrantes, na manhã deste sábado (12), em Cuiabá. A confusão ocorreu na unidade da Avenida Barão de Melgaço e mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar.
O episódio começou depois que funcionários teriam identificado, por meio das câmeras de segurança, o idoso colocando cartelas de chiclete no bolso. Uma trabalhadora de 40 anos, responsável pela segurança, foi até ele para realizar a abordagem.
A partir desse momento, as versões sobre o que aconteceu são diferentes.
A administração do supermercado relatou à Polícia Militar que o idoso reagiu à abordagem, jogou os produtos contra o rosto da funcionária e passou a ameaçá-la. Ele ainda teria utilizado uma garrafa de refrigerante para intimidá-la e dito que iria procurá-la posteriormente.
Segundo essa versão, a trabalhadora pegou um pedaço de madeira e atingiu os braços do homem para se defender.
Uma testemunha, porém, apresentou outro relato. Em vídeo publicado nas redes sociais, ela afirmou que a funcionária teria usado uma ripa para bater no idoso e também desferido chutes e socos.
As imagens feitas após a confusão mostram o homem com ferimentos, hematomas e sangue nos braços.
O Corpo de Bombeiros foi acionado às 8h12. Quando a equipe chegou ao supermercado, encontrou o idoso consciente e conversando normalmente, apesar dos ferimentos. Os militares fizeram os curativos e o levaram para a UPA Verdão.
À Polícia Militar, representantes do estabelecimento também afirmaram que o homem já seria conhecido por funcionários por supostos episódios anteriores de pequenos furtos. Na checagem realizada durante o atendimento da ocorrência, os policiais localizaram registros criminais associados ao nome dele.
Como o idoso permaneceu recebendo atendimento médico, a funcionária e uma testemunha foram levadas à Central de Flagrantes para prestar esclarecimentos.
A ocorrência foi registrada por lesão corporal e ameaça. Caberá à Polícia Civil confrontar os relatos e esclarecer as circunstâncias em que o pedaço de madeira foi utilizado.
O Comper foi procurado pela reportagem para comentar o caso, mas não havia se manifestado até a publicação desta matéria.





















