Victor Santos do Carmo, de 29 anos, foi encontrado morto com marcas de tiros e sinais de violência na tarde de segunda-feira (12), na região do Rio das Garças, em Sinop (500 km de Cuiabá). Um homem de 32 anos foi preso suspeito de envolvimento no assassinato, enquanto outros dois continuam sendo procurados.
Segundo a Polícia Militar, o crime começou por volta das 2h, quando três homens invadiram uma residência no bairro Daury Riva e sequestraram a vítima. Desde então, equipes policiais realizavam buscas para identificar os responsáveis e localizar o homem.
As investigações avançaram depois que um Honda HR-V branco, supostamente utilizado pelos criminosos, foi identificado pelo sistema de monitoramento Vigia Mais. O veículo também estaria envolvido no furto de objetos da casa da vítima.
O motorista, que trabalhava por aplicativo, contou aos policiais que havia sido rendido pelos suspeitos e obrigado a transportá-los. Ele forneceu informações sobre os envolvidos e indicou os locais onde havia deixado o grupo.
Com essas informações, os militares conseguiram localizar um dos suspeitos. Ao ser abordado, ele indicou onde estava o corpo e relatou que o assassinato teria sido motivado por uma cobrança de uma facção criminosa.
A suspeita é de que Victor estivesse comercializando drogas sem pagar uma taxa exigida pelo Comando Vermelho. Essa versão ainda é investigada pela Polícia Civil.
De acordo com o perito criminal André Flores, da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), a vítima apresentava pelo menos cinco ferimentos provocados por disparos de arma de fogo. As condições da vegetação e da terra próximas ao corpo indicam que o assassinato pode ter ocorrido no próprio local.
O homem também apresentava ferimentos nos dedos, possivelmente provocados por uma tentativa de defesa. A quantidade exata de disparos deverá ser confirmada pelos exames periciais.
O suspeito preso foi encaminhado à delegacia e autuado em flagrante por homicídio doloso, ocultação de cadáver, participação em organização criminosa, furto e tráfico de drogas.
A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) investiga o caso para esclarecer a dinâmica do assassinato e identificar os demais envolvidos.




















