O ex-estagiário pastoral Rodolpho Raphael de Oliveira Santos foi alvo da Operação Veritas, deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso nesta terça-feira (3), no âmbito de uma investigação que apura a suposta prática dos crimes de calúnia, difamação, injúria e perseguição contra integrantes de uma instituição religiosa sediada em Barra do Garças (MT).
A ação foi conduzida pela 1ª Delegacia de Polícia de Barra do Garças, que cumpriu um mandado de busca e apreensão na residência do investigado, em Cuiabá. A medida foi autorizada pela Justiça após representação da autoridade policial, que apontou indícios da utilização de aplicativos de mensagens, redes sociais, e-mails e outros meios digitais para a divulgação reiterada de conteúdos considerados ofensivos e acusatórios.
Segundo as investigações, mesmo após o encerramento de procedimentos anteriores relacionados ao caso, as publicações e comunicações direcionadas a membros da instituição religiosa teriam continuado. As mensagens teriam sido compartilhadas com integrantes da comunidade religiosa, autoridades públicas e veículos de comunicação.
O caso ganhou repercussão em abril deste ano, quando Rodolpho apresentou um documento com mais de 180 páginas relatando supostas irregularidades envolvendo o padre Vandilson Pereira Sobrinho, da Diocese de Barra do Garças. Entre as alegações estavam acusações de assédio moral, pressão psicológica e a existência de um ambiente considerado hostil dentro da casa paroquial durante o período em que o ex-seminarista conviveu com o sacerdote. Também vieram a público mensagens atribuídas ao padre, interpretadas pelo denunciante como uma forma de vigilância e constrangimento espiritual.
Na época, a defesa do padre divulgou nota afirmando que as denúncias já haviam sido apuradas pelas autoridades competentes após uma denúncia anônima apresentada no início de 2025. Segundo a advogada Denise Cristine Campos Silva, o procedimento foi arquivado por falta de comprovação dos fatos. A defesa classificou as acusações como “inverídicas, caluniosas e difamatórias” e informou que adotaria medidas judiciais para responsabilizar os envolvidos na divulgação das informações.
Durante a apuração da Polícia Civil, foram reunidos documentos, registros digitais, capturas de tela, depoimentos de vítimas e testemunhas, além de relatórios técnicos voltados à preservação das evidências. Conforme a investigação, havia risco de exclusão de conteúdos e perda de informações armazenadas em dispositivos eletrônicos, o que motivou o pedido de medidas cautelares.
Além da busca e apreensão de celulares, computadores, notebooks e outros equipamentos eletrônicos, a Justiça determinou medidas cautelares contra o investigado. Entre elas estão a proibição de manter contato, direto ou indireto, com as vítimas, o afastamento mínimo de 200 metros e a vedação de publicar, compartilhar ou impulsionar conteúdos considerados potencialmente ofensivos relacionados aos fatos investigados.
O material apreendido será submetido à análise pericial para auxiliar no aprofundamento das investigações e na eventual responsabilização criminal dos envolvidos. A Polícia Civil informou que o caso segue em apuração.
Com informações KB2 Notícias



















