O empresário Rogério da Silva Amorim foi preso na manhã desta terça-feira (26), em Cuiabá, após ser localizado pela Polícia Civil durante o cumprimento de um mandado de prisão em aberto. Condenado como mandante do assassinato da adolescente Maiana Mariano Vilela, de 16 anos, ele estava foragido da Justiça.
A prisão foi realizada pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), com apoio da Gerência Estadual de Polinter e Capturas (Gepol). O empresário foi encontrado em um condomínio residencial de alto padrão no bairro Ribeirão do Lipa.
Rogério foi condenado pelo Tribunal do Júri em 2016 a 20 anos e 3 meses de prisão em regime fechado pelo homicídio triplamente qualificado da adolescente. Mesmo após a condenação, ele foi colocado em liberdade por decisão judicial poucos dias depois do julgamento.
Mandado estava em aberto
Um novo mandado de prisão foi expedido pelo Poder Judiciário em novembro do ano passado. Desde então, o empresário era considerado foragido da Justiça até ser localizado nesta terça-feira.
Após a prisão, ele foi encaminhado para a sede da DHPP, na Avenida Miguel Sutil, em Cuiabá, onde passou pelos procedimentos formais de registro da ocorrência. Em seguida, deve ser apresentado em audiência de custódia e permanecer à disposição do sistema prisional para início do cumprimento da pena.
Crime aconteceu em 2011
Maiana Mariano Vilela desapareceu no dia 20 de dezembro de 2011, em Cuiabá. Segundo as investigações da Polícia Civil, a adolescente mantinha um relacionamento extraconjugal com o empresário há cerca de um ano e os dois viviam juntos havia cinco meses.
De acordo com a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), no dia do crime, Rogério orientou a adolescente a descontar um cheque de R$ 500 e levar o dinheiro até uma chácara. No local, Maiana foi morta por asfixia. O corpo foi transportado em um veículo e ocultado na região da Ponte de Ferro. Os restos mortais da adolescente foram encontrados cinco meses depois, em maio de 2012.
Além de Rogério, também foram condenados Paulo Ferreira Martins, apontado como executor confesso do crime, e Carlos Alexandre da Silva, acusado de ajudar a ocultar o cadáver.




















