A Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) cumpriu, na tarde desta quarta-feira (5), um mandado de prisão preventiva contra a policial penal Jorcenilma Franca Viegas. A ordem judicial foi expedida pela 12ª Vara Criminal de Cuiabá pelos crimes de tentativa de homicídio qualificado e fraude processual.
Segundo a Polícia Civil, a investigação apontou que a versão apresentada pela policial de que a vítima teria tentado tomar sua arma de fogo não foi confirmada pelas imagens de câmeras de segurança apreendidas durante o inquérito. A análise das gravações passou a embasar o pedido de prisão preventiva.
Após os procedimentos de praxe, Jorcenilma será apresentada em audiência de custódia. Até a definição da Justiça sobre a unidade prisional, ela permanecerá recolhida na Polinter.
O caso ocorreu na noite de 22 de julho, no bairro CPA IV, em Cuiabá. Conforme as investigações, o entregador por aplicativo Carlos Filipe Magalhães Fernandes, de 34 anos, havia localizado um iPhone durante o trabalho e entrou em contato com o número exibido na tela do aparelho para devolvê-lo. A policial marcou um encontro, informando que faria um PIX de R$ 100 como recompensa. Ao chegar ao endereço combinado, porém, o trabalhador foi surpreendido por disparos de arma de fogo.
Imagens de segurança mostram que Carlos tentou deixar o local enquanto era perseguido pela policial, que efetuou diversos disparos. A gravação também colocou em dúvida a alegação inicial de legítima defesa apresentada pela investigada, circunstância que motivou o aprofundamento das investigações da DHPP.
Carlos Filipe foi atingido por três tiros, que acertaram a perna, a região da axila e o tórax. Ele foi socorrido em estado gravíssimo, passou por cirurgia para retirada dos projéteis e também por um procedimento de cateterismo. As informações mais recentes disponíveis indicam que o entregador permanece internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em Cuiabá, em estado considerado grave.


















