Três homens, de 28, 34 e 35 anos, foram presos pela Polícia Civil suspeitos de sequestrar, roubar e extorquir um jovem de 28 anos após ele deixar uma academia, em Cuiabá. A prisão foi realizada por equipes da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos (Derfva), que identificaram e localizaram os investigados após rápida investigação.
Segundo a Polícia Civil, a vítima foi rendida ao sair da academia e permaneceu sob o poder dos criminosos durante toda a madrugada. Nesse período, sofreu agressões físicas e psicológicas e foi obrigada a realizar transferências bancárias via Pix.
De acordo com o delegado Ricardo Franco, titular da Derfva, o objetivo da quadrilha não era apenas roubar o carro da vítima, mas também extorquir dinheiro por meio de ameaças e violência.
“O objetivo, além de roubar o veículo, também era a extorsão. Eles queriam conseguir dinheiro a qualquer custo”, afirmou.
Ainda conforme o delegado, os criminosos utilizaram o terror para pressionar o jovem. Enquanto era mantido em cárcere, ele foi ameaçado de morte e ouviu que seus familiares também seriam assassinados caso não conseguisse transferir dinheiro.
A investigação apontou que o grupo exigiu R$ 15 mil, mas conseguiu receber apenas R$ 1 mil. Segundo a Polícia Civil, a vítima conseguiu entrar em contato apenas com um amigo, que fez a transferência antes que os criminosos desistissem da cobrança. Em seguida, o jovem foi abandonado e os suspeitos fugiram levando o veículo.
As investigações avançaram no dia seguinte ao crime, quando a vítima procurou a Derfva. Durante o depoimento, ela forneceu características detalhadas de um dos suspeitos, incluindo uma grande tatuagem no pescoço com o nome de uma mulher.
Com apoio de sistemas de inteligência, bancos de dados policiais e imagens de câmeras de segurança, os investigadores identificaram o principal suspeito, que utilizava tornozeleira eletrônica. A partir dele, os demais envolvidos também foram localizados.
Durante as diligências, os policiais recuperaram o veículo roubado e apreenderam uma faca usada para ameaçar a vítima, um simulacro de arma de fogo e a chave do automóvel.
A Polícia Civil pediu à Justiça a conversão das prisões em flagrante em preventivas para manter os investigados presos. O caso segue sob investigação para apurar a possível participação de outras pessoas.



















