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"AMIGOS DO W.T"

Câmara exonera assessor de vereador de Cuiabá alvo em operação contra núcleo financeiro do CV

Segundo nota oficial, a exoneração ocorreu a pedido do vereador Lemes (PSD), que ocupa a vaga de Jeferson Siqueira durante o período de licença de 120 dias.

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A Câmara Municipal de Cuiabá informou que exonerou o servidor comissionado, Brunno Passos, o “Brunninho” do gabinete do vereador licenciado Jeferson Siqueira (PSD), citado na Operação Replay, deflagrada pela Polícia Civil na manhã desta quinta-feira (30), contra o núcleo financeiro de uma facção criminosa.

“Brunninho” atuava como assessor parlamentar no gabinete do vereador Jeferson Siqueira (PSD), na Câmara Municipal de Cuiabá. Ele foi nomeado para o cargo em janeiro deste ano e recebe salário de R$ 2.250, conforme consta no Portal da Transparência.

Segundo nota oficial, a exoneração ocorreu a pedido do vereador Lemes (PSD), que ocupa a vaga de Jeferson Siqueira durante o período de licença de 120 dias. O ato será publicado na edição desta sexta-feira (31) da Gazeta Municipal.

O agora ex-servidor foi identificado pela Polícia Civil como um dos alvos da operação. Conforme as investigações da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), ele também é jogador de futebol amador e é suspeito de integrar o esquema de lavagem de dinheiro da organização criminosa investigada.

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Na nota, a Câmara afirmou que acompanha os desdobramentos da investigação e reafirmou o compromisso com a legalidade, a transparência e o respeito às instituições. A Casa também declarou que permanece à disposição das autoridades para colaborar com o andamento das apurações.

A Operação Replay é um desdobramento das operações Apito Final, Fair Play e Tempo Extra. Ao todo, são cumpridos 10 mandados de prisão preventiva e diversas ordens de busca e apreensão em Mato Grosso, Santa Catarina e Rio de Janeiro.

As investigações apontam que o grupo utilizava contas de terceiros para movimentar recursos ilícitos e adquiria imóveis e veículos em nome de pessoas sem capacidade financeira compatível. A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 15,3 milhões em ativos financeiros e o sequestro de bens avaliados em aproximadamente R$ 17,2 milhões, entre apartamentos de luxo, casas, terrenos e veículos.

De acordo com a Draco, a operação tem como objetivo enfraquecer a estrutura financeira da facção e impedir que o patrimônio acumulado continue sendo utilizado para financiar as atividades criminosas.

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