Uma ação integrada entre as polícias civis de Mato Grosso e do Rio de Janeiro terminou com a prisão de um dos principais alvos de uma investigação sobre a estrutura financeira do Comando Vermelho em Mato Grosso. Guilherme Moura da Silva, apontado como operador financeiro e homem de confiança de Jonas Souza Gonçalves Júnior, o “Batman”, foi localizado na noite desta quinta-feira (20), no Rio de Janeiro.
A prisão ocorreu por volta das 19h20, dentro de uma academia localizada na avenida Itaóca, no bairro Inhaúma, na zona Norte da capital fluminense, nas proximidades do Complexo do Alemão. Guilherme era procurado por força de um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça de Mato Grosso.
Segundo a Polícia Civil do Rio de Janeiro, o investigado não ofereceu resistência durante a abordagem. Após ser detido, ele foi levado para a 44ª Delegacia de Polícia (Inhaúma), onde foram adotadas as providências relacionadas ao cumprimento da ordem judicial. Imagens registraram a abordagem dentro da academia.
A captura foi resultado do compartilhamento de informações entre os setores de inteligência da 44ª DP, da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), da Polícia Civil de Mato Grosso, e da Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado (Draco).
As investigações apontam que Guilherme teria desempenhado uma função considerada estratégica na organização criminosa, especialmente na administração e movimentação de recursos financeiros ligados a “Batman”.
Jonas Souza Gonçalves Júnior é considerado pela Polícia Civil um dos criminosos mais procurados de Mato Grosso e apontado como líder do Comando Vermelho no Estado. A suspeita é de que ele esteja escondido no Complexo do Alemão e, mesmo à distância, continue exercendo influência sobre atividades relacionadas ao tráfico de drogas e à logística da facção em território mato-grossense.
A investigação também alcançou pessoas próximas ao traficante. No mês passado, Rhavenna Barcelos de Almeida foi presa durante a Operação Fariseus. Segundo a Polícia Civil, ela seria companheira de “Batman” e teria participado do suporte operacional e da comunicação do grupo criminoso.
Ainda conforme as investigações, Rhavenna teria utilizado um projeto religioso como meio de aproximação e contato com integrantes da facção, inclusive pessoas presas ou foragidas. Os pais dela, que são pastores evangélicos, também foram alvos da operação.
Com a prisão de Guilherme, os investigadores buscam avançar na identificação de outros integrantes e na compreensão da estrutura financeira e operacional utilizada pela organização para manter suas atividades em Mato Grosso mesmo com a suposta liderança de “Batman” fora do Estado.
As investigações permanecem em andamento.



















