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LIDERANÇA DO CV

“Batman” é procurado pela polícia e pode estar escondido na Rocinha, no RJ

Apontado como uma das principais lideranças do Comando Vermelho em Mato Grosso, Jonas Souza Gonçalves Júnior apareceu em vídeo durante churrasco na comunidade carioca e também é citado nas investigações da Operação Fariseus.

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Apontado pelas forças de segurança como uma das principais lideranças do Comando Vermelho em Mato Grosso, Jonas Souza Gonçalves Júnior, conhecido pelos apelidos de “Batman” e “Corona”, está sendo procurado pela polícia. Contra ele há um mandado de prisão expedido pela 2ª Vara Criminal de Cuiabá pelo crime de tráfico de drogas.

O Disque Denúncia do Rio de Janeiro divulgou, nesta sexta-feira (17), informações sobre o paradeiro do foragido após a circulação de um vídeo em que Jonas aparece participando de um churrasco na comunidade da Rocinha, na Zona Sul da capital fluminense. A instituição afirma que ele pode estar escondido em áreas dominadas pelo Comando Vermelho no Rio de Janeiro.

Nas imagens, o criminoso aparece durante uma confraternização ao lado de pessoas ligadas a um projeto religioso de Mato Grosso. Em determinado momento, os participantes cantam um louvor evangélico. A presença do foragido na comunidade reforçou a suspeita de que ele esteja recebendo proteção de integrantes da facção no Rio.

O nome de “Batman” também ganhou destaque durante a Operação Fariseus, deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso na quinta-feira (16). A investigação apura a atuação de integrantes de uma mesma família suspeitos de utilizar um projeto missionário para prestar apoio comunicacional, financeiro e logístico a membros de uma organização criminosa.

Entre os alvos da operação está a missionária Rhavenna Barcelos de Almeida, apontada pelos investigadores como companheira de Jonas. Ela foi presa preventivamente em Cuiabá. Segundo a Polícia Civil, mulheres ligadas ao projeto religioso mantinham relacionamentos pessoais e íntimos com integrantes da facção, realizavam viagens ao Rio de Janeiro e frequentavam áreas controladas pelo grupo criminoso. Parte das viagens teria sido custeada pelos próprios faccionados.

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A investigação encontrou fotografias, vídeos, conversas e registros financeiros que indicam que a relação mantida pelos investigados com presos, foragidos e lideranças da facção ultrapassava os limites da assistência religiosa. Conforme a Polícia Civil, o grupo intermediava recados entre criminosos presos e pessoas em liberdade, mantinha contatos com integrantes do alto escalão da organização e movimentava valores por meio de contas de familiares e terceiros.

A Polícia Civil também localizou registros produzidos durante viagens a uma comunidade do Rio de Janeiro. As imagens mostram integrantes do projeto religioso em uma residência utilizada por um criminoso foragido e ao lado de pessoas armadas. Fotografias apreendidas mostram os próprios investigados manipulando armas de fogo e crianças segurando armamentos personalizados.

De acordo com a apuração, Rhavenna foi fotografada durante uma dessas viagens segurando uma arma. Os investigadores também identificaram videochamadas entre mulheres vinculadas ao projeto e lideranças foragidas, além de contatos telefônicos e intermediação de mensagens com integrantes da facção dentro de presídios de Mato Grosso.

A principal suspeita é de que a atividade missionária tenha sido usada para facilitar a aproximação com detentos, transmitir recados e promover contato com familiares e lideranças criminosas. A Polícia Civil informou, porém, que a denúncia inicial sobre a entrega de celulares e carregadores dentro da Penitenciária Central do Estado ainda não foi comprovada.

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Os investigados na Operação Fariseus podem responder, conforme a participação individual de cada um, pelos crimes de organização criminosa, corrupção de menor, tortura e lavagem de dinheiro. A polícia apura ainda o recebimento e a ocultação de recursos por meio de depósitos fracionados, transferências entre diferentes contas e sucessivos repasses.

Antecedentes de “Batman”

Jonas já havia sido preso em 2013 durante uma operação contra um grupo investigado por ataques e roubos a instituições bancárias em Mato Grosso. Na ocasião, informações divulgadas oficialmente apontavam que ele respondia a processo por receptação e já possuía condenação por tráfico de drogas.

Atualmente, o mandado que mantém “Batman” na condição de foragido está relacionado ao crime de tráfico de drogas. As autoridades tentam confirmar se ele permanece na Rocinha ou se está circulando por outras comunidades controladas pelo Comando Vermelho no Rio.

Informações que possam auxiliar na localização do procurado podem ser repassadas anonimamente aos canais oficiais do Disque Denúncia.

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