Claudinei Santos da Silva tornou-se réu pelo feminicídio da própria filha, Olga Beatriz Santos da Silva, de 12 anos, ocorrido em Várzea Grande. Com as causas de aumento apresentadas pelo Ministério Público, a pena pode chegar a 60 anos de prisão.
A denúncia foi oferecida no dia 2 de setembro e aceita pela Justiça dois dias depois. As informações foram repassadas pela advogada Dayane Rodrigues ao Estadão Mato Grosso.
Com a abertura da ação penal, Claudinei deverá ser citado para apresentar resposta à acusação. Ele está preso desde o crime e permanece à disposição da Justiça.
O Ministério Público denunciou o pai por feminicídio praticado no contexto de violência doméstica e familiar. A acusação também considera o fato de a vítima ter menos de 14 anos e a forma como o assassinato teria sido cometido.
Segundo a denúncia, Olga foi morta por asfixia, sem possibilidade de se defender. O laudo pericial confirmou que a causa da morte foi “asfixia mecânica por mecanismo complexo”.
O feminicídio prevê pena de 20 a 40 anos. No caso de Olga, o Ministério Público pede a aplicação de aumento de um terço até a metade. Caso sejam consideradas a pena e a fração máximas, a condenação poderá alcançar 60 anos.
A investigação aponta que o crime foi motivado pelo sentimento de posse e controle que Claudinei exercia sobre a filha. Antes do assassinato, ele teria encontrado uma conversa da menina com um rapaz no Instagram e se incomodado porque o jovem a chamou de “amor”.
Em interrogatório, o acusado confirmou que viu a conversa. Conforme a advogada, ele estava transtornado e apresentava falas desconexas ao prestar depoimento.
Relembre o caso
Olga Beatriz foi morta na noite de 7 de junho, no bairro Serra Dourada, em Várzea Grande. A adolescente passava o fim de semana na casa do pai quando foi atacada.
De acordo com a investigação, Claudinei havia consumido bebidas alcoólicas em uma confraternização ao longo do dia. Ao retornar para a residência, encontrou a conversa da filha com o rapaz, iniciou uma discussão e a matou por asfixia.
A menina ainda foi encaminhada para uma unidade de saúde, mas não resistiu. Claudinei foi preso em flagrante e passou a responder pelo feminicídio da filha.


















